Arquivo mensal: setembro 2015

Estreando no Caribe

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IPHONE DE ANA 181IPHONE DE ANA 172                Eu estava tão obcecada com a história de Cuba, que tinha até esquecido que estava no Caribe. Ainda mais, porque na parte central de Havana, apesar de cercada pelo mar, praticamente todos os trechos estão tomados pelas pedras, e tudo que vemos são pescadores, e nenhum banhista. No entanto, não longe de Havana, a apenas 20km, estão as Playas del Este: Bacuranao, Tarará, Mégano, Santa María del Mar (a melhor e mais concorrida), Boca Ciega y Guanabo, belíssimas, com suas areias brancas e águas azuis, não tem como esquecer que estamos no Caribe!IPHONE DE ANA 168IPHONE DE ANA 169

               O acesso às praias é facílimo, é só se dirigir a Praça Central e tomar o ônibus turístico T3, O ticket custa 5 CUCs, e é válido para o dia todo. No trajeto, em torno de uma hora, dá para se ter um outro olhar sobre Cuba, menos turístico e mais doméstico, com muitas residências, principalmente casas de veraneio. Verificamos que havia muitas casas vazias, além de se perceber a ocupação militar em algumas delas.IPHONE DE ANA 190                    Seguimos no ônibus até quase a última parada para dar uma geral, antes de descer e iniciar o passeio. Queríamos apenas conhecer as praias, pois para tomar banho de mar, a logística é outra. Caminhamos pela praia até o sol permitir, e colocamos os pés naquele água azul para o devido batismo caribenho. Paramos em um barzinho para uns petiscos de lagosta, e piña colada. IPHONE DE ANA 183

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               As Playas del Este não são tão famosas quanto Varadero, Cayo Largo, Playa Paraiso, Cayo Guillermo e outras, mas são lindíssimas e se a viagem não for para alem de Havana, é mais do que recomendável!

Austrália

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Nem só de cangurus vive a Austrália, o surf está totalmente incorporado ao estilo de vida australiano. Lá o surf não é apenas um esporte, faz parte da cultura do país. A geografia, claro que ajuda, pois a extensa costa aliada as variações climáticas favorecem o surgimento de ondas com qualidades internacionais, pequenas, médias, grandes, longas ou tubulares, tanto na costa oeste, quanto na sul e leste que são locais de alta qualidade para o surf. A costa oeste e sul são mais desertas, sendo as águas mais frias e mais desafiadoras. E é precisamente na costa oeste da Austrália, que Tim Winton ambientou seu romance Fôlego. Segundo ele, “escrever é como surfar: a maior parte do tempo você fica ali esperando, até que surja uma explosão no horizonte“.  

Pikelet, o protagonista, é um adolescente, no início dos anos 70. Nasceu em Sawyer, uma cidadezinha, a alguns kilometros do mar, na costa oeste da Austrália. Filho único, de pais já mais velhos, era uma criança solitária e um pouco entediada, até conhecer Loonie, um ano mais velho. Apesar de diferentes em muitos aspectos, aproximaram-se pela capacidade de assustar as pessoas, segurando o fôlego e desafiando os limites um do outro. Pikelet tem verdadeiro fascínio pelo mar, mas até conhecer Loonie, tinha restrições devido ao medo que o pai sentia por não saber nadar direito. Mas com Loonie, tem início, os desafios, e assim em uma manhã no Point conhecem um grupo de surfistas e são tragados pelo vício do surf, e os limites a serem desafiados serão outros, cada vez maiores, passando a brincar com a morte. Tamanha coragem, faz com que sejam tomados por discípulos de um misterioso surfista, Sando, uma lenda no surf e sua mulher americana Eva. E assim está formado o quarteto desses personagens, que vivem intensamente e tentam cada vez mais romper seus limites. Essa experiência, irá deixar marcas na vida de Pikelet, e no homem que ele virá a ser.

 

 

Suiça

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 o_juiz_seu_carrasco_bordaÉ pequenino como o pais que representa, no entanto, grande é o prazer proporcionado pela leitura desse romance, de Dürrenmatt, que é quase um clássico. O Juiz e seu Carrasco, é uma das obras mais conhecidas de Friedrich Dürrenmatt, com mais de 5 milhões de livros vendidos em todo mundo, apesar de pouco conhecido aqui no Brasil.

Trata-se de uma novela policial, cuja trama se inicia com a morte de um policial, em circunstâncias misteriosas, numa cidadezinha na Suiça. Quem assume as investigações, é  o Inspetor Bärlach, velho e doente, que se vê obrigado a aceitar Tschanz, policial extremamente eficiente na criminalística. Se Tschanz é excelente tecnicamente, Bärlach tem sentimentos próprios sobre  a justiça. A medida que vamos acompanhando as investigações, descobrimos que trata-se de uma intriga policial, iniciada lá atrás, em fatos passados. E até onde as investigações chegaram, mais do que a eficiência criminalistica de Tschanz, o que está em jogo, é o perfil psicológico do assassino, que precisa ser encontrado e preso. Um romance policial de leitura agradável com um final surpreendente.

É uma história rica nos perfis psicológicos dos personagens, que faz muito o meu estilo. Esse livro, me lembrou de outros que me marcaram, justamente por utilizar esse perfil dos assassinos, como pista para desvendar o crime. São eles, Cai o pano, de Agatha Christie e o Segredo dos seus olhos, de Eduardo Sacheri.

 

 

 

Giverny: Os Jardins de Monet

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100_0144                    Depois de escrever o post sobre Van Gogh, e a marca que deixou na pequena cidade de Auvers-sur-Oise, não tinha como não lembrar a visita que fiz a Giverny, em 2012, e aproveitar para deixar o registro dessa minha viagem. Na época, ainda não tinha o blog, então, esse vai ser o primeiro post dessa viagem muito especial, e uma das melhores que já fiz.  Monet morou em Giverny no período de 1883 até a sua morte, em 1926. Depois de se mudar, ele comprou um terreno em frente à sua casa e lá montou um jardim, com um lago, e sobre ele, uma ponte em estilo japonês, além de várias plantas aquáticas. Esse cenário foi tema de vários quadros do pintor impressionista, e é assim que a gente se sente quando está lá…dentro de um quadro de Monet.

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               A visita aos jardins de Monet já fazia parte do roteiro que tinha pensado para essa viagem. Pegamos o trem na Gare de Saint-Lazare com destino a Rouen, e descemos em Vernon. Alugamos as bikes numa loja defronte a estação, e lá mesmo, recebemos um mapa com as indicações de como chegar até Giverny, distante 7 km. É super fácil, mas eu e Domingos conseguimos errar o caminho, e em vez de irmos pelo caminho indicado, próprio para bikes e pedestres, pegamos um alternativo. Depois de cruzar a cidade, e atravessar a ponte sobre o rio Sena, entramos errado e fizemos um caminho por dentro do bosque e dos campos. Sendo que, em alguns trechos não tinha espaço para bike, então pedalamos na mesma via que os carros, ônibus e caminhões, haja adrenalina! Mas chegamos, e ao final, a experiência de conhecer os dois caminhos foi válida, apesar do estresse na ida.100_0113100_0183100_0175100_0118

Caminho alternativo

Caminho alternativo na ida

Caminho oficial na volta

Caminho oficial na volta

           Chegamos morrendo de fome, e escolhemos um restaurante ao acaso o Nimpheas. Fizemos uma excelente escolha, além do ambiente ser bem aconchegante, o maigret de canard, nas duas versões, estava delicioso. 100_0122100_0123

                  Já devidamente alimentados e descansados, fomos comprar os ingressos. A visita é feita em duas etapas, primeiro visitamos a casa de Monet, com seu jardim. Muito interessante ver o ateliê, e o mobiliário que fazia parte da rotina daquela época. 100_0130

Jardim em frente a casa de Monet

Jardim em frente a casa de Monet

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cozinha

cozinha

                  Achei lindo o jardim, mas confesso que estava um pouco decepcionada porque conhecia os quadros de Monet e não estava identificando com a paisagem que estava vendo. Não sabia que aquela era apenas a primeira etapa. Foi então que percebi que tínhamos que passar por um subsolo para chegar no “verdadeiro” jardim! Ai sim, me senti dentro dos quadros de Monet.

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