Arquivo mensal: outubro 2015

Um casamento no México

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                Uma brasileira, um canadense, e a celebração de uma nova vida! Assim começou nossa viagem para Cancún, como tios da noiva, fomos participar junto com eles da alegria do casamento. A escolha do local, segundo ela, foi a localização geográfica, metade do caminho entre os dois países. E o resort, foi cuidadosamente escolhido para ser o mais aconchegante para o evento, e para a estadia dos convidados, família e amigos, que viriam confraternizar, festejar, viajar e desfrutar juntos da companhia uns dos outros. Foi uma viagem maravilhosa, conforme descreverei a seguir! Começando pela chegada no aeroporto de Cancún, um divertido caos…

A chegada

A chegada no México

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                 Eram muito alemães, dois vôos, vindos da Alemanha, na mesma hora. Depois soube que nem todos passaram pelo mesmo sufoco, dependendo do horário, havia mais tranquilidade. Mas enfim, depois de alguns transtornos finalmente conseguimos chegar no nosso destino, o Grand Sunset Princess Hotel, na Riviera Maia, Mexico.

Vista do nosso quarto, esquerda!

Vista do nosso quarto!

Vista do nosso quarto, lado direito.

Vista do nosso quarto, lado direito.

           A estadia no resort seria de 7 dias, conforme previsto no pacote, de 15 a 22 de abril, sendo que a cerimônia do casamento estava marcada para o dia 17. Os dois primeiros dias foram de imersão total, praticamente ninguém saiu do hotel(dei apenas uma fugidinha até a Playa del Carmen), num dolce far niente, dividido entre sol, mar, farrinhas e os últimos preparativos para o casório. IPHONE DE ANA 299IPHONE DE ANA 277

                   E então, chegou o grande dia, todos os convidados se encontraram as 15:30, meia hora antes do inicio da cerimônia, no local pré-determinado, ao lado do restaurante a caminho do gazebo. Foi uma sensação incrível, meio mágica, o local, os convidados arrumados, mais descontraídos, a música, o mar ao fundo, foi uma experiência inesquecível vivenciar esse momento com um casal tão querido e especial. IPHONE DE ANA 309IPHONE DE ANA 336

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Argélia

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IMG_1421Todo meu contato com a literatura argeliana, se resumia ao escritor Albert Camus, do qual li primeiramente “A Peste”, e depois o “L´Étranger”, sendo este, o primeiro livro que li em francês. Em relação a história do país, tirando o fato de haver sido colonizada pela França, o que pressupõe uma provável luta pela independência, o meu conhecimento era nulo. De forma que, não estava preparada para a tumultuada e violenta história da Argélia, da forma como a vivenciamos no romance de Anouar Benmalek , Les Amants désunis. Como, ele falou em recente entrevista, sempre foi apaixonado por esse tipo de literatura que confronta os personagens ordinários com as grandes destruições da história. Na Argélia, primeiramente, houve a guerra travada pela independência, em seguida, o roubo da democracia pelos militares, seguidos pelo terror islamita com seus 200 mil mortos, e os conflitos com o Oriente-Médio, intermináveis e desesperançosos.

Em 1955, a Argélia está em plena luta pela independência, e Anna e Nassreddine, são vítimas de uma tragédia, que transformará suas vidas. Durante a viagem de volta para casa, vindos de Alger, onde foram regularizar os papéis de casamento, Nassreddine é feito prisioneiro, e torturado. A  Frente de Libertação Nacional(FLN), desconfiando que ele os havia traído, assassinam os dois filhos, e ela por ser estrangeira, é deportada. Quarenta anos depois, Anna, deixa sua vida na Suiça, e volta disposta a se reconciliar com seu passado, encontrando o túmulo dos filhos e Nassreddine, seu marido, o homem que ela amou, e pai dos seus filhos. Ao chegar em Alger, ela conhece Jallal, menino de rua, que aceita guiá-la na sua busca. Só que agora, quarenta anos depois, a Argélia, vive um novo clima de terror, com a guerra civil.

Apesar do cenário ser trágico e violento, a beleza e ternura dos personagens faz do romance, uma agradável e emocionante aventura, que não conseguimos deixar de lado, até conhecer o final. E quando chegamos ao fim, nos deparamos com o enorme vazio que fica com a ausência de personagens tão queridos. Fácil de entender porque esse romance recebeu o prêmio Rachid Mimouni em 1999.

City tour em Havana

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Vista de Havana do morro de La Cananã

Vista de Havana do morro de La Cabanã

           Cheguei ao último post de Cuba, e a ordem deles no entanto, não corresponde a sequência dos passeios realizados na viagem. Acontece que tendo separado os posts por temas, o City Tour feito no segundo dia, terminou ficando para o final do relato. Sempre gosto de fazer um tour no início, para ter uma idéia geral da cidade, antes de começar a explorá-la. Em Havana, deixamos para o segundo dia, na realidade, o primeiro porque o dia anterior foi de chegada/translado/instalação. IPHONE DE ANA 270

            O ônibus que faz esse passeio é o T1, e o valor do ticket é o mesmo do T3, 5 CUC, assim  como o local de embarque e a compra dos tickets, que também fica na praça central. Aliás, qualquer tipo de transporte pode ser encontrado nessa praça, inclusive os passeios nos carrões anos 50.

Plaza de la Revolucion

Plaza de la Revolucion

                 O que mais me marcou nesse passeio, foi o calor que sentimos, principalmente quando paramos na praça da revolução. Foi a nossa primeira parada, e depois de uma rápida olhada e algumas fotos, o único pensamento, era sair do calor e entrar no ônibus novamente. Na casa de Dona Cândida, onde estávamos hospedados, fizemos amizade com um casal de holandeses, e íamos trocando figurinhas das descobertas na cidade, e como eles não sabiam do T1, adoraram a dica. No dia seguinte, no café da manhã, eles contaram que gostaram tanto, que não conseguiram sair do ônibus, porque estava tão gostoso lá dentro, que só na segunda volta foi que decidiram descer para passear! Ah! como entendi a sensação! porque Cuba realmente é muito quente. Estivemos lá em abril, e eu fico imaginando como será no verão, nos meses de junho, julho e agosto!

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Obelisco a José Martí

Obelisco a José Martí na Praça da Revolução

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               Foi nessa pracinha que ficamos procurando desesperadamente por uma sombra, enquanto aguardávamos a chegada do T1, para prosseguirmos com o passeio. E a próxima parada foi para conhecer o Museu da Revolução, no belíssimo prédio, que foi o Palácio Presidencial até a subida ao poder de Fidel Castro, e pelo qual já vale a visita.

Museu da Revolução

Museu da Revolução

Vista da janela principal do museu da revolução.

Vista da janela principal do museu da revolução, com o Parque 13 de março ao fundo.

IPHONE DE ANA 131              Na verdade, a visita valeu mais pela arquitetura do prédio, do que pelo museu em si. Confesso que fiquei um pouco decepcionada, não sei exatamente o que esperava, mas com certeza, o que estava lá não me emocionou! Embora considere válida a visita pela história que testemunhamos.IPHONE DE ANA 135

           Num pátio externo atrás do museu, estão em exposição no Memorial Granma, o iate Granma, embarcação que trouxe volta para Cuba, na clandestinidade, os irmãos Castro e mais alguns idealistas, no total de 82. A embarcação fica cercada por paredes de vidro com mais de dez metros de largura. Além do iate, outros veículos e aviões usados na revolução e na defesa de Cuba, estão expostos nesse pátio externo.

Vista do iate Granma por detrás da parede de vidro.

Vista do iate Granma por detrás da parede de vidro.

IPHONE DE ANA 138                Antes de deixarmos Cuba, ainda visitamos o morro de La Cabanã, onde estão localizados: a Fortaleza de San Carlos de La Cabanã; a casa em que viveu Che Guevara, hoje um museu, e o Cristo. O local é lindo, além da vista deslumbrante de Havana.

Casa onde viveu Che Guevara

Casa onde viveu Che Guevara

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E assim, demos adeus a Cuba, e partimos para o México, para uma nova temporada!IPHONE DE ANA 272

Zimbábue

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IMG_1252                    A simpatia pelo país, se iniciou a partir da canção de Bob Marley, “Zimbabwe”, que eu conhecia por ser fã do cantor, embora ainda não tivesse atentado para a letra e muito menos associado à história do país. Desconhecia também o envolvimento de Bob Marley na política do país, e de sua militância no continente africano, nos seus últimos anos de vida. Ele tocou  “Zimbabwe” num concerto no dia da independência do país, 18 de abril de 1980.

             Depois da independência da Rodésia do Norte, território da Zâmbia, os conflitos no Zimbábue culminaram com uma guerra civil.  Os partidários da União Nacional Africana do Zimbábue (ZANU) partiram para a luta armada. Comenta-se que  Bob teria ajudado a estreitar relações que permitiram o fornecimento de armamentos aos rebeldes do país, que lutavam contra os ingleses. A trégua só viria em 1980, quando a ONU e a Grã-Bretanha reconheceram oficialmente a independência do Zimbábue.

              No romance de Irene Sabatini, autora revelação do Orange Award 2010, “O Garoto da Casa ao Lado” a história de Lindiwe, uma jovem negra, com Ian McKenzie, vindo de uma problemática família branca, se inicia logo após a independência do país. Ao longo do livro, vamos acompanhando a atribulada luta do país para conseguir uma identidade, iniciada a tão pouco tempo com sua independência, da mesma forma que acompanharemos as dificuldades encontradas pelos dois jovens, para viverem e eternizarem o amor, num país marcado pelos preconceitos sociais e raciais. É uma leitura de pegada, não consegui parar de ler, nem de torcer por Ian e Lindiwe, acompanhando-os nos cenários fascinantes do Zimbábue.