Arquivo mensal: novembro 2015

Pirâmide de Kukulcán-Chichén Itzá

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IPHONE DE ANA 354               Eleita uma das 7 maravilhas do mundo moderno em 2007, a cidade maia de Chichén Itzá, também declarada Patrimônio Cultural da Unesco em 1988, fica situada no estado de Iucatã, no México. A partir do momento que confirmamos a viagem para Cancún, virou meu objeto de desejo, e ato imediato foi incluída no roteiro, deixando os detalhes para serem acertados quando estivéssemos lá. Passado o objetivo principal da viagem, que era o casamento, começamos a programar os passeios na região. E claro que Chichén Itzá foi logo a primeira da lista, para não ter o menor perigo de ficar para trás. Agendamos um pacote com uma das agências de turismo que funcionavam no hotel, que incluía além da ida para Chichén Itzá, uma visita a um cenote e a cidade colonial de Valladolid. Embora não goste muito de excursões, fechamos com a maioria, e apesar de alguns inconvenientes que sempre vêm com esse tipo de tour, tais como: a perda de tempo passando para pegar outros integrantes em hotéis, e paradas onde se ofereciam artesanatos a preços astronômicos, as explicações do guia em Chichén Itzá compensaram todos os contratempos.IPHONE DE ANA 353

                 O sítio onde se localiza Chichén Itzá, fica num parque arqueológico não muito distante da entrada principal. São muitas as recomendações que recebemos antes de entrar no parque, mas quase todas superáveis sem maiores problemas. O calor no entanto, foi um desconforto, quase insuperável.  IPHONE DE ANA 351

              Quando chegamos no parque era quase meio-dia, e no local onde ficam a pirâmide de Kukulcán, o Campo de Jogos dos prisioneiros, a Praça das Mil Colunas e o Templo de Chac Mool, não têm sombra, é de enlouquecer! Muitos do nosso grupo desistiram, e deram por visto, mas eu e Daniel ficamos até o fim,  para poder ouvir todas as explicações do guia e percorrer tudo que havia para ser visto.

Derretendo no sol

Derretendo no sol

Templo de Chac Mool

Templo de Chac Mool

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Campo de Jogos dos prisioneiros

Campo de Jogos dos prisioneiros

Detalhe da serpente. kulkucán quer dizer serpente sagrada

Detalhe da serpente. kukulcán quer dizer serpente sagrada

Daniel's 218

             A ciência dos Maias é inacreditável! Nada naquela pirâmide foi feito ao acaso, tudo tem uma razão, desde o local escolhido, as proporções, a acústica, tudo! É fantástico! Em compensação a política deles de sacrifícios humanos é de arrepiar!

Polônia

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IMG_0655             Não sei porque, existem alguns países que exercem em mim um fascínio especial, e a Polônia é um deles. Toda vez que chega a vez de um desses destinos fico na maior expectativa. Posso dizer que o livro escolhido, Senhorita Ninguém, primeiro romance de Tomek Tryzna, que também é roteirista e diretor de cinema, fez jus a esse fascínio.O livro também foi  adaptado pra o cinema por Andrzej Wajda.

            Marysia, a protagonista e narradora, é uma menina de 15 anos chegando a adolescência. Até então vivia no campo, em um barraco de apenas um cômodo, com os pais e os quatro irmãos menores. Além de frequentar a escola na pequena cidade de Jawiszów, ajudava a mãe na lavoura, a cuidar os irmãos e da casa. A educação que recebia, baseada nas tradições e na religião, e sua própria natureza, não permitia que discordasse dos pais, ainda que, nem sempre fosse fácil lidar com eles, sendo o pai alcoólatra, e a mãe obesa e fumante inveterada.

              Depois que o pai, mineiro, recebe pelo seu trabalho um apartamento para morar, eles são obrigados a se mudar rapidamente, para evitar que seja invadido. O apartamento fica a 20 km de onde eles moravam, em Walbrzyech, cidade industrial e uma das 12 mais poluídas do mundo. Faltando apenas 2 meses para terminar o ano letivo, Marysia e os irmãos mudam de escola. As mudanças em Marsya, acontecem a medida que sua amizade com Kasia e Ewa, vai se aprofundando. As duas são ricas e excêntricas. Kasia, talentosa e precoce, questiona seus valores, como nesse trecho: “Não foi o padre que criou você, foi Deus. Ele criou você para que tentasse igualar-se a ele em sabedoria. mas, além de tudo, criou você para que você fosse livre, também livre dele, entendeu?” fazendo com que ela comece a pensar a vida de uma nova maneira. Com Ewa, transgressora, ela vai aprender a se rebelar e conhecer o sexo. E a medida que vai despertando para vida, vai se valendo de sua tendência para fantasia, para criar uma nova realidade. Tryzna, vai alternando os momentos da realidade cruel com os delírios de fantasia, no mesmo texto, sem demarcação. Um romance para nos fazer pensar.

Samoa

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IMG_0660 (1)                    Samoa é um daqueles países que não conhecia nem de ouvir falar, e que é preciso olhar no mapa, para se localizar. Fica na Oceania, no oceano pacífico, entre a Nova Zelândia e o Havaí, e é constituído de duas ilhas, Savai’i e Upolu. Obteve sua independência da Nova Zelândia, em 1 de janeiro de 1962. Suas línguas oficiais são o inglês e o samoano. No livro escolhido para representar o país, The Girl in the Moon Circle, da escritora Sia Figel, vamos nos deparar várias vezes com expressões em samoano, o que as vezes torna difícil a leitura. Malo Sa’oloto Tuto’atasi, este é o nome do país em samoano.

                    O livro foi estruturado, em pequenos capítulos, quase em forma de um diário, e relata as experiências  vividas por Samoana, uma menina de 10 anos, na cidade de Malaefou. Através de seus relatos podemos conhecer, os costumes do país e adentrar na sociedade de Samoa. Samoana, ou Ana, aborda todos os temas que de alguma forma estão presentes em sua vida, como o relacionamento familiar, no qual descreve tanto as brigas quanto as demonstrações de afetos entre os irmãos, e a forma como os pais os educam; a influência da religião na sua vida; amizade; os fatos que marcaram a sociedade, mas que viraram tabu; a morte; a violência sexual cometida contra as crianças, e por aí vai.. Apesar de aparentemente serem descritos de forma ingênua e inocente, Ana faz sua própria leitura dos fatos, demonstrando um grande poder de análise.

Playa Del Carmen

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             Depois de ganhar intimidade com o hotel e com a nova situação de ‘”dolce far niente” nas 24 horas do dia, decidi que tinha chegado a hora esticar um pouco as pernas, e assim fomos passar a tarde na cidade de Playa del Carmen, um dia antes do casamento. Pegamos uma van no hotel e em 10 minutos chegamos no centrinho.IPHONE DE ANA 286

           São ruas humanizadas, repletas de lojinhas onde se vende de tudo, restaurantes transados com todos os tipos de comida, bares e boates para as baladas noturnas. O centrinho também é servido de hotéis, pousadas e albergues, e talvez, se a tivesse visitado em outra circunstância, tivesse optado por ficar em lá, embora tenha adorado a experiência de me hospedar em um resort, tanto pelo hotel em si, quanto pela oportunidade de poder curti-lo junto com os amigos e familiares.IPHONE DE ANA 280IPHONE DE ANA 282

             A cidade me lembrou um pouco o estilo de Porto de Galinhas, ou Pipa, meio descoladão. Depois de bater pernas, paramos para um sorvete.IPHONE DE ANA 289

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               Depois de ter o calor abrandando, rodamos pelas praias, bem ao estilo caribenho, areias branquinhas,e mar azul. No entanto, as praias não são legais para tomar banho, por conta da quantidade de barcos, pelos menos aquelas ao longo do centrinho, por onde pude circular.IPHONE DE ANA 294

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              Valeu o passeio! No final, pude ticá-lo da minha lista, e considerar um destino a menos para conhecer.

Bolívia

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IMG_1443O único contato que já tive com esse país, até emtão, foi através de Hector, boliviano de Santa Cruz de la Sierra, com quem convivi na época da faculdade. Ele era intercâmbista na minha turma da faculdade de arquitetura, da UFPE. Na literatura, então, estava zerada, mas graças a Deus, participar do #198livros, está me redimindo e preenchendo esta lacuna.

Edmundo Paz Soldán, é um premiado escritor boliviano, seguidor do movimento McOndo, que até então eu desconhecia por completo, e que se caracteriza por descrever cenários realistas, registrando através da literatura a influência dos meios de comunicação e das novas tecnologias na paisagem urbana do continente latinoamericano. No livro escolhido “O Delírio de Turing” ambientado na fictícia cidade de Rio Fugitivo, já utilizada pelo autor em outros romances, Soldán usa esse argumento para criar uma eletrizante história de suspense.

A partir do aumento da tarifa de energia elétrica, controlada pela multinacional Globalux, tem início uma revolta social, unindo as mais diversas classes contra o opressor, o governo capitalista, comandado por Montenegro, que voltou ao poder por via democrática, depois de o ter exercido na época da ditadura. A revolta se faz sentir tanto no mundo virtual, quando na vida real, entrelaçando a vida dos diversos personagens, numa movimentada história, num crescente suspense, que não nos deixa largar o livro.

 Fazem parte desse roteiro: Miguel Sáenz, mais conhecido como Turing, em referência ao grande criptoanalista inglês, sua mulher Ruth, também criptoanalista, e a filha deles Flavia, que se destaca na área da informática, mantendo um site o TodoHacker. Turing, dedicou sua vida ao trabalho na Câmara Negra, órgão governamental que serviu a ditadura na década de 70, sem nunca ter se questionado, quais eram as consequências do seu trabalho, tanto para a sociedade, como para o seu casamento; Albert criador da Câmara Negra, que tinha como objetivo principal decifrar mensagens dos opositores ao governo, e era o chefe de Turing. Do outro lado, Kandinsky, principal líder da resistência, grupo de hackers que combate o governo; O juiz Cardona, vítima da ditadura e com sede de vingança, e finalmente, Ramírez-Graham, atual chefe da Câmara Negra, que luta desesperadamente contra os ataques da Resistência.

A forma de narrativa é bastante peculiar, com dois narradores, um desconhecido que faz o relato da história de todos os personagens, e Albert, em coma, que narra a sua história e a de Turing.