Cabo Verde

51wtEgRedsL._SX343_BO1,204,203,200_  Destino turístico e exótico, o país é um arquipélago formado por 10 ilhas, das quais apenas uma, não é habitada. Talvez porque a origem das ilhas seja vulcânica, de todo seu território, de pouco mais de 4.033, apenas 10%, é composto de terra fértil. O país só ficou independente de Portugal, em 05 de julho de 1975, e contrariamente a maioria dos países africanos, a política é consensual, com alternância regular no poder, e sem registros de golpe de estado, ou guerra civil, desde sua independência.  A capital do país é a cidade de Praia e fica na Ilha de Santiago. Quando olhamos as imagens de Cabo Verde, compreendemos por que a indústria do turismo vem crescendo rapidamente, pois é cercada por praias brancas, águas azuis e um clima ameno, com poucas variações de temperatura durante o ano inteiro.

Germano Almeida, o autor do livro escolhido, O Testamento do Sr. Nepomuceno, nasceu na Ilha de Boa Vista, em 1945, e vive atualmente em Mindelo, na Ilha de São Vicente, assim como o protagonista de seu romance. Nepomuceno, era um solteirão, extremamente bem sucedido, que vivia discreta e isoladamente em sua mansão em Mindelo, tendo por companhia, apenas os livros e sua empregada, até sua morte. No entanto, a partir da abertura do testamento, a população do arquipélago, passa a conhecer a verdadeira personalidade do Sr. Nepomuceno. O Testamento em si, já dá uma demonstração do que virá, pois mais do que um testamento, trata-se na verdade, do relato minucioso de sua história de vida, redigidas, em 387 páginas, revelando mais uma característica de sua personalidade desconhecida, sua habilidade de escrever.  Vindo ainda menino de São Nicolau, para tentar a vida em São Vicente, tornou-se um comerciante extremamente bem sucedido. E segundo ele mesmo relata, não foi da maneira mais ética, que venceu na vida. A informação de que tem uma filha, gerada de maneira bastante controvertida, para dizer o mínimo, só é revelada a partir da leitura do testamento. E assim, vai narrando, toda sua existência, a relação com a família, e com a  sociedade de Mindelo, que sempre o rejeitou, as desilusões amorosas, como começou a ganhar dinheiro num golpe de sorte, as obras sociais que fazia, etc. Para mim, além de um personagem bastante controvertido, o Sr. Nepomuceno era um chato. Uma pessoa difícil, que nunca aprendeu a se relacionar, por falta de humildade, e por isso viveu sempre isolado. Seu isolamento, se assemelha um pouco ao próprio país, 10 pequeninas ilhas no meio do Oceano Atlântico. Mas não se deixe influenciar pela personalidade do Sr. Nepomuceno, vale a pena ler o livro, pois além de ser escrito brilhantemente, ainda garante uma visita as ilhas de Cabo Verde.

Panamá por Conexão

PRIMEIRO DIA

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                Foi graças ao hub da Copa Airlines, que fica na Cidade do Panamá e permite a parada gratuita na cidade, que decidimos aproveitar para conhecer o famoso canal e os pontos turísticos da cidade, ao final da viagem a Cuba e México. Tínhamos disponível 01 dia e 01 noite, e de acordo com os relatos de alguns blogs, seria suficiente. Para ganhar tempo, já contratamos com o táxi que nos levou do aeroporto ao hotel, a ida para o canal. Calculamos um tempo razoável, para deixar as malas, tomar um banho e almoçar. Mas infelizmente não tivemos sorte, pegamos um trânsito enorme e quando chegamos na eclusa de Miraflores, já estava fechada(fecha as 16:30). O Canal do Panamá possui 03 eclusas, 01 do lado do oceano Atlântico(Gatún) e duas do lado do Oceano Pacífico, próximas a cidade do Panamá(Miraflores e Pedro Miguel Locks).  A Eclusa de Miraflores, é a que tem maior estrutura turística,  museus, restaurante e terraço panorâmico. Como perdemos a hora na de Miraflores, o motorista nos levou até a de Pedro Miguel Locks, bem menor, com apenas uma porta de aço. Mas não ficamos satisfeitos, porque apesar de ver o navio mais de perto, através do alambrado, não dá para se ter uma idéia de como funcionam as eclusas, então preferimos voltar no dia seguinte.

Eclusa de Pedro Miguel Locks
Eclusa de Pedro Miguel Locks

                      Deixamos a eclusa e decidimos aproveitar o resto do dia, com o seguinte roteiro: o Casco Antíguo, e o centro de compras, não que estivesse pensando em fazer compras. A ideia não era perder tempo fazendo compras, mas conhecer o tão falado paraíso fiscal da Cidade do Panamá. Seguimos primeiro para o Casco Antíguo, que é o bairro histórico da cidade, e nomeado pela UNESCO, Patrimônio Cultural da Humanidade, em 1997. O Centro histórico fica numa posição estratégica, perto do mar e com vista para o outro lado da cidade, a parte moderna.

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                      Depois de caminhar pelo centro histórico, parar para um lanche, na praça cheia de bares e restaurantes, seguimos para conhecer o centro comercial. O motorista nos deixou em meio aos Shopping Centers, escolhemos um para explorar. Como fazer compras, não é muito minha praia, principalmente em viagens, olhamos aqui e ali, comparamos alguns preços e chegamos a conclusão, que fazer compras ali não era tão vantajoso assim. Depois fiquei sabendo, que o paraíso fiscal, na realidade, fica em Colón, a uma hora de trem, não é muito agradável e é muito perigoso. Comprei um chapéu do Panamá, para levar de presente, mas que na realidade é fabricado em Cuenca, no Equador.  Encerramos nosso primeiro dia e voltamos para o hotel.

Andorra

IMG_0825Desse pequeno país, melhor seria dizer principado, localizado nos Pirineus, entre a França e a Espanha, sabia apenas que era um paraíso fiscal e excelente destino para a prática de esportes de inverno! Mas, descobri que Andorra é muito mais do que isso, além de uma paisagem fantástica, tem um excelente patrimônio artístico e cultural, principalmente da arte românica. Só de santuários são cerca de 40, destacando-se o Santuário de Meritxell, um santuário românico dedicado à padroeira de Andorra. A língua oficial é o catalão (único país no mundo onde o catalão é a língua oficial) mas lá, também se fala o espanhol, francês e português. Também é o único país com dois chefes de estado, pois Andorra é um coprincipado. O poder legislativo é exercido pelo Conselho Geral e o poder Executivo, pelo Governo de Andorra. Achei interessante também, as  7 divisões administrativas que são chamadas de parroquias. Enquanto lia o romance de Albert Villaró, Azul de Prusia, eu me diverti muito, não só com a leitura em si, mas com as pesquisas e viagens pelo país. Fiquei fascinada com sua história, cultura e por seu povo!

Com esse romance Albert Villaró recebeu o prêmio Carlemany em 2006. Inicialmente parece tratar-se apenas de um romance policial, pois é a partir do aparecimento do corpo de uma mulher morta na fronteira de Andorra, que tem início o enredo. Para iniciar as investigações, é designado o policial Andreu Boix, um homem triste e fechado em seu luto pela esposa, morta em um acidente de carro, em que ele guiava. Nem ele mesmo acredita em sua capacidade para desvendar o mistério, mas a medida que vamos mergulhando no enredo, vamos conhecendo mais profundamente a personalidade de Andreu, e nos envolvendo em seus dramas pessoais e familiares. suas histórias mal resolvidas. Os esforços de Andreu para solucionar o assassinato, são fundamentais para ele se reconciliar com o seu passado e retomar o curso de sua vida. Tudo isso na familiaridade que adquirimos com o dia a dia dos andorranos, suas histórias e suas cidades. Uma delícia de leitura!

Um passeio em Cancún

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A estadia no México estava terminando, e embora estivéssemos na Riviera Maia ainda não tínhamos colocado os pés na areia branca de Cancún. Sabia que tinha sido um balneário “criado” pelo governo do país pelo seu potencial turístico, e de antemão já imaginava que não se encaixava nos meus lugares de sonho, mas ainda assim queria conhecer. E decidi que queria ir com minhas próprias pernas, estava cansada de vans, táxis e ônibus de turismo, queria transporte coletivo e liberdade. Daniel's 251Mas, ali não era assim tão fácil, aparentemente não existe transporte coletivo na região dos hotéis. Bem que tentei, apesar de ser desencorajada pela comunidade brasileira ali instalada. Perguntei ao pessoal que trabalhava no hotel como faziam para chegar no trabalho, e eles me confirmaram que o ônibus passava na rodovia, só que teria que andar muito, uns dois quilômetros, distância da via até a entrada dos resorts. Tranquilo pensei, duas voltas na Jaqueira(parque onde costumo andar e correr no Recife)! E avisei aos meninos, “vocês eu não sei, hoje eu vou para Cancún de ônibus”! Apesar de acharem programa de índio, resolveram me fazer companhia. O pior é que eles estavam certos, não pela distância, mas pelo calor, e afinal o tal ônibus não apareceu hora nenhuma. Fomos salvos por uma van, que nos deu uma carona até o centro de Cancún, e de lá pegamos um ônibus para o setor hoteleiro, passando pela lagoa. O Setor hoteleiro, é a parte que foi programada como destino turístico internacional, onde estão os shoppings, casas noturnas e claro os hotéis que se estendem por toda a orla, ficando difícil até de conseguir uma passagem para chegar na praia.Daniel's 250 Mas enfim nossos pés pisaram a areia branca, e moral da história, Cancún não é para amadores, mas para turistas, com pôr do sol e tudo.Daniel's 254