Congo-Brazzaville

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        unnamedComo existem dois países na África, com “Congo” no nome, para distinguir um do outro, costuma-se chamar a República do Congo, de Congo-Brazzaville. Eles são vizinhos, sendo que o Brazzaville, foi colônia da França, enquanto a Republica Democrática do Congo, foi colônia da Bélgica, alcançando ambos a independência em 1960. Foi na cidade de Pointe-Noire, no Congo-Brazzavile, que nasceu Alain Mabanckou, em 1966. Obteve seu baccalauréat em Letras e Filosofia, mas acaba por estudar Direito na Universidade Marien-Ngouabi, em Brazaville, para realizar o desejo de sua mãe. Aos 22 anos vai para Paris terminar sua graduação, levando alguns manuscritos, que escrevia nas horas vagas. Apesar de trabalhar com a advocacia durante um certo tempo, nunca parou de escrever. Em 1998 consegue publicar seu primeiro romance, Bleu-Blanc-Rouge, que lhe rende o Grand Prix Littéraire de l’Afrique noire. Apesar de desconhecido para mim, antes desse projeto, Alain Mabanckou, é um escritor bastante premiado por vários dos seus livros, e duas vezes, pelo conjunto da obra. Verre Cassé, e Mémoire de porc-épic, foram suas obras mais premiadas. Ficamos com Verre Cassé.

                      Verre Cassé, é o cliente mais assíduo do bar Le Credit a voyagé, e o narrador dessa história. Segundo ele relata, após ter contato a história de um famoso escritor que bebia como uma esponja, ao dono do bar L’Escargot entèté, este, lhe entregou um caderno, para que ele registrasse a história do estabelecimento, como forma de preservar sua memória. Meio a contra gosto, e sem acreditar no projeto, ele inicia o relato descrevendo a polêmica para instalação do bar. Primeiro foram as pessoas ligadas a igreja, que perceberam que aos domingos, o número de fièis diminuia bastante e empreenderam uma verdadeira guerra santa, depois o grupo dos enganados dos finais de semana e feriados, depois um associação de ex-alcoolátras convertidos a bebedores de refrigerantes, depois quebradores pagos por velhos infelizes e assim por diante até se tornar um conflito nacional. Mas apesar da polêmica, o bar permaneceu, e com ele seus assíduos clientes e suas tragicômicas histórias de vida, inclusive a própria história de Verre Cassé. São todas histórias tristes, mas que são contadas de uma forma hilária, exageradas, quase surrealista, e com muito bom humor. Alain, aproveita o romance para mostrar a realidade do continente em que está inserido seu país, pois segundo ele diz: “Eu não escrevo por prazer, mas para testemunhar e explicar a realidade do meu continente...”.

 

 

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