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Chinchero e o último jantar no Vale Sagrado

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                 Ao final da nossa visita a Machu Picchu, pegamos o trem de volta, para Ollantaytambo, e de lá, contratamos um táxi, para nos levar para Cuzco, aonde passaríamos nossa ultima noite, antes de ir para Lima. No meio do caminho, o motorista perguntou se não gostaríamos de conhecer Chinchero,  e  visitar os ateliês onde mulheres exibem o processo que sofre a lã de alpaca até tomar a forma que vemos nas roupas. Chinchero é um pequeno povoado que fica a 28 km de Cuzco, e 3.760 metros de altitude, na estrada de Urubamba, Vale Sagrado. Vimos pouco da cidade, demos um giro pelas ruas e em seguida paramos em um dos ateliês.

Gabi assistindo a demonstração das artesãs.

                  O local é muito simples e tudo bem artesanal. Primeiro elas nos acomodaram, serviram chá quentinho e nos deram mantas para passar o frio. Só então começou a demonstração do trabalho delas.

Fazendo a tinta

Tingindo a lã

Fazendo a roupa

                 As artesãs explicam todo o procedimento que sofre a lã de alpaca até se tornar roupa, do tingimento, a fabricação dos fios. Claro que, depois elas convidam a conhecer a exposição de todos os produtos, na expectativa que comprássemos alguns. Não é barato, mas pelo menos temos a certeza, da autenticidade e originalidade.

Exposição dos produtos

                   Depois da demonstração e das compras, veio a farra, com as lhamas e as roupas típicas, que fizemos questão de vestir, como autênticos peruanos.

Daniel ganhando a confiança da amiga lhama

Curtindo as lhamas

A familia reunida

Posando de peruana

                      Terminada a visita, voltamos para a ultima noite em Cuzco, saimos para jantar no excelente Capriccio, indicação do pessoal da nossa pousada. Achamos tudo maravilhoso, a gentileza do atendimento, o tempero do chef junto com a nossa alegria. Mais uma farrinha em família para contabilizar.

                     Partiu Lima!

Machu Picchu – A Cidade Sagrada

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              Finalmente, depois de muito sonhar, chegou o dia de conhecer Machu Picchu. E graças as circunstâncias que nos fizeram estar lá em janeiro,(que é o mês menos indicado para se visitar MP), pudemos aproveitar todos os momentos com a calma e a tranquilidade que o local requer. Assim, acordamos sem o estresse da hora, e tomamos o nosso café com toda a calma do mundo, e em seguida partimos para a aventura. Embora estivéssemos em Machu Picchu Pueblo/Águas Calientes, era necessário ainda pegar um micro-ônibus para chegar ao santuário. Embora não fosse tão cedo, não tivemos que enfrentar fila, para comprar o ticket, pois não havia praticamente ninguém, ao contrário do que havia lido em praticamente todos os blogs de viagem.

                    O dia estava lindo, nenhuma nuvem no céu, que pudesse significar ameaça de chuva, apesar da ameaça ser real. De Águas Calientes para Machu Picchu, leva-se em torno de 20 minutos, numa subida cheia de curvas até alcançar o topo. Como já havíamos comprado os ingressos no Brasil, só tivemos que contratar um guia. O tour com a nossa guia durou em torno de 2 horas, ao final saímos do parque, lanchamos e entramos de novo, com todo tempo para explorar e tirar todas as fotos.

Primeira foto oficial da família, pronta para iniciar o tour.

                       Faltam palavras para descrever o que senti, quando me vi no topo da montanha, com todas as outras montanhas circundando a nossa, as nuvens ao alcance dos olhos,  e a cidade de pedra esperando para ser visitada, foi pura emoção. Tive o mesmo sentimento, quando conheci Fernando de Noronha, você pode ver milhões de fotos, ouvir milhões de relatos, mas sempre ficará abaixo da realidade, e mesmo vendo outras pessoas circulando próxima a você, ainda assim se sentirá em paz, porque a energia do local tem esse poder. Fizemos então a primeira parada, para ouvir as explicações da guia, e tirar a primeira foto oficial da família.

                       Machu Picchu começou a ser construída ao redor de 1450 por Pachacuti Inca Yupanqui, e só foi habitada por um século, por causa da queda do estado Inca. Uma das hipóteses para a construção da cidadela, teria sido, para que a nobreza inca pudesse fugir aos invernos rigorosos de Cusco. Além da nobreza, também habitavam a cidadela, a comitiva sacerdotal, soldados, empregados domésticos e artesãos.

Palácio da ¨Nusta, ou princesa inca. A direita uma parte do Templo do Sol, com o qual está conectado.

               Mas acima de tudo, Machu Picchu era um local sagrado, onde se realizavam cerimônias religiosas e se rendiam culto ao sol.

Porta do Sol, recebeu esse nome por estar próxima ao Templo do Sol

 

Rocha Sagrada

                       Embora não dê para ver nessa foto, a rocha tem a forma da montanha que está atrás. Os incas imitavam as formas naturais porque acreditavam que tinham um caráter sagrado.

                      Os incas consideravam que as pedras  eram seres vivos, e que podiam se converter em humanos e vice-versa. Embora a energia estivesse em todo lugar, não custa nada tentar tocá-la. Turista é turista em qualquer lugar!

                       Depois do tour guiado, ainda ficamos explorando todos os ângulos e locais possíveis, só não subimos a montanha Huayna Picchu. Mas, foi intenso o que vivemos! E ainda recebemos um presente dos Deuses, um lindo dia de sol, no mês de maior índice pluviométrico!


Águas Calientes ou Machu Picchu Pueblo

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                             Quando decidimos conhecer Machu Picchu, tive o cuidado de escolher a melhor época, que era o início de maio, e fiz todo o planejamento da viagem baseado nas dicas para esse mês, e isto incluía, pernoitar em Águas Calientes, para evitar a muvuca de turistas, nos trens que chegam ao longo do dia.  Por isso aconselha-se a dormir no povoado, para pegar a van logo cedo para Machu Picchu. Acontece que esse primeiro planejamento ficou prejudicado, em função de um imprevisto, que nos fez adiar a viagem, para o único período possível para toda a família, janeiro, o mês com menor fluxo de turistas, por ter o maior índice pluviométrico. Só que a minha cabeça, ficou em maio, e assim continuei com a programação e reservei hotel em Águas Calientes.

                              Logo na saída da estação tem esse mercado de souvenirs, bonito de se ver, mas que não vale a pena comprar, já que tem os preços mais elevados, pois são produzidos em outras regiões, além da exploração dos turistas. 

                        Saímos da estação caminhando a procura do nosso hotel, pois Águas Calientes não passa de um pequeno povoado, as margens do rio Urubamba, e dá para percorrê-lo a pé. Depois de deixar as mochilas, e tomar banho, fomos escolher um lugar para jantar. São vários restaurantes e barezinhos. Escolhemos ao acaso, pois esqueci de pegar indicações.

                            No dia seguinte, tomamos nosso café sem pressa, e fomos comprar os tickets da van com destino a Machu Picchu. Não tinha fila, foi tudo na maior tranquilidade.

 

No trem rumo a Machu Picchu.

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                 Depois da correria para não perder o trem, e da demora em escrever os posts, parece que vou conseguir descrever nossa viagem de trem até Machu Picchu, quer dizer Águas Calientes, que é o destino final. Eu já sabia que iria gostar da viagem, primeiro por causa da “viber” em que nos encontrávamos #férias#família#viagem#, e depois porque eu simplesmente adoro viajar de trem. No entanto, a viagem foi ainda melhor do que eu esperava. O Trem, era bem confortável e tinha umas janelas enormes que trazia a paisagem para dentro do trem. E que paisagem! Montanhas enormes, quase tocando as nuvens, o rio correndo ao lado dos trilhos, e verde, muito verde, por onde a vista alcançava.

               Era de tirar o fôlego! e dentro do trem, a música ambiente, era a tradicional peruana, para compor a trilha sonora do nosso filme. Pouco tempo depois da partida, começaram o serviço de bordo, para o lanche. Achei super fofo, da gentileza dos funcionários, a graça das toalhinhas com motivos típicos peruanos.

Preparação para o lanche, toalhinhas com motivos típicos

Em seguida, ofereceram a bebida, a nossa escolha, e uns pastéis típicos. Ficamos só nos deliciando, conversando e curtindo a paisagem. Inesquecível!

Lanchinho

Ao chegarmos ao nosso destino, recebemos a primeira e única chuva da viagem, apesar de estarmos no mês com o maior índice pluviométrico.

Chegada na Estação de Machu Picchu, na chuva!

               Como havíamos comentado antes, entre nós, o tempo maravilhoso que fez, durante nossa estadia no país, nessa época do ano, foi um verdadeiro presente dos deuses. Mas, como se pode ver pelos nosso rostos, esse pequeno contratempo, não foi absolutamente um problema!

              Com nossas capas de chuva, fomos andando a procura do nosso hotel, que, bem, bem, não foi o que esperávamos. Bom, mas em viagem, não se pode acertar todas.

Vale Sagrado – Urubamba e Ollantaytambo

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Caminhando em direção ao ônibus, depois de terminada as trilhas nas ruínas de Pisaq

                    Terminada as trilhas, nos terraços e ruínas de Pisaq, nos dirigimos ao ônibus, para continuar o passeio. O próximo destino, era a cidade de Urubamba, uma cidadezinha bem agradável, mas que, na verdade, nem deu para passear direito, porque era a parada do almoço. Então só deu mesmo para dar um pequeno rolé, nas imediações do restaurante. No tour, o almoço poderia estar incluído no pacote, mas preferimos a liberdade da escolha, para não cair naqueles restaurantes de carregação, para onde se costuma levar os turistas. Não sei como foi o almoço do resto do grupo, mas o nosso estava delicioso, sem contar que o restaurante ficava no local muito agradável.

Restaurante em Urubamba

                    De Urubamba seguimos para Ollantaytambo, e como falei antes, nosso roteiro, era o básico do básico, em função do pouco tempo. Foi uma pequena caminhada pelo centro de Urubamba e outro em Ollanta,

Centro de Ollantaytamba

                        O nosso grupo ainda continuou, mas nós ficamos em Ollanta,  para pegar o trem para Águas Calientes, onde iriamos dormir, antes de ir para Machu Picchu. Para falar a verdade, ficamos com o tempo bastante apertado, e quase perdemos trem, começamos caminhando, e no final saímos correndo, foi meio tenso, mas no final deu tudo certo. Com emoção, sempre é melhor!

Centrinho de Ollanta

Corre Gabi!

E por mais que a gente andasse/corresse, a estação não chegava!

Ufa, chegamos!

Vale Sagrado – Pisaq

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                   Bom dia Peru! Depois de um começo tumultuado, nada como uma boa noite de sono, e um excelente café da manhã, para ganhar alma nova. Enquanto aguardava o nosso guia, recebi a boa notícia de que a TAM havia localizado minha mala, e no máximo em duas horas a deixaria na pousada. Não ia dar para esperar, mas era um alento saber que ela estaria lá, me esperando quando retornasse de Machu Picchu. Para percorrer o Vale Sagrado, nós contratamos um tour, lá mesmo na pousada, e foi de lá que saímos andando até chegar no ônibus, pois eles não podem entrar no centro histórico, onde estava situada nossa pousada. Daí para frente, todos os momentos vividos nessa viagem em família, foram inesquecíveis. Na caminhada até o ônibus, pudemos sentir a magia que era caminhar por entre as ruas de Cuzco, e essa sensação permaneceu durante toda a estadia no Peru, que país é esse? Pura magia e encanto.                 Nosso roteiro era o básico do básico, em função do pouco tempo que dispunhámos: Pisaq, Urubamba e Ollantaytambo, sendo que ficaríamos nessa última, para pegar o trem para Águas Calientes. A primeira parada oficial, porque antes paramos para lanches e artesanatos, foi em Pisaq. 

              A medida que o ônibus margeava o leito do rio Urubamba, em direção as ruínas de Pisac, a paisagem ia nos deixando sem fôlego, e então enxergamos os terraços!  Tínhamos chegado as ruinas de Pisaq, e mal dava para conter a impaciência até o ônibus parar, e ouvir todas as recomendações do guia.

Lá embaixo decidindo se subia até o topo, ainda traumatizada com o soroche

Esse era o topo

E a alegria de quem fez a escolha certa, depois de chegar no topo!

Sãos e salvos e de volta ao ônibus!

Um tumulto pra começar!

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Cuzco

Cuzco

                             Chegamos no aeroporto de Lima as 5:35, e o nosso voo para Cuzco estava previsto para as 9:00h, como a duração do voo era de 1 hora, chegaríamos em Cuzco as 10:00h, teríamos tempo para descansar, almoçar e seguir em nosso City Tour a tarde, esse era o plano, certo? Só que não! Essa era a expectativa!  A realidade foi bem diferente:  Cada um tinha levado uma malinha de mão, pouca coisa, não precisaria despachar. Só que Gabi, #minhafilhamochileirafashion# estava com peso demais em seu mochilão, então pensamos, já que ia ter que despachar um volume, melhor despachar logo tudo. Resultado: minha mala não veio! Pânico, e agora?! Não tinha o que fazer, o jeito era levar na esportiva e seguir em frente; então, resolvemos nos dividir em grupo para agilizar, uns ficaram na TAM para fazer o registro da ocorrência, e os outros foram para a STAR PERÚ fazer o check-in e pagar a taxa de remarcação. Fila enorme no check in, aeroporto caótico, parecia uma rodoviária.a2d27fd9-d700-4bac-b67b-aaca01155c9f

                              Nova divisão de grupos, uns na fila do check-in e outros para fazer o pagamento. Atendente não sabe calcular e vai passando outros passageiros na frente, porque segundo a lógica dela, nosso voo ainda estava longe! Mas o tempo vai passando, e nenhuma providência, chega a vez do check-in, mas sem a taxa paga, nada feito. Ficamos de lado, novos passageiros passando! Senhora, nossa taxa, por favor! O tempo passando, algum conforto depois que alguns funcionários, nos garantiram que o avião não sairia sem a gente. Enfim, conseguiram resolver, ainda que nossos nomes estivessem ecoando em todo aeroporto de Lima, e saíssemos desembestados pelo meio do povo, corre que o avião está saindo! Conseguimos! Voo maravilhoso, chegamos em Cuzco, e no aeroporto mesmo já fui mascando folhas de coca, não queria problemas com o “soroche”! Quem tinha bagagem pegou a sua, contratamos um táxi oficial e seguimos para a nossa pousada.

La Posada del Viajero

La Posada del Viajero

                           Fiquei encantada com a cidade, era muito mais bonita do que eu tinha imaginado, apesar de não ter criado nenhuma expectativa, nem imagem de como seria Cuzco. Ainda estava no táxi e já pensando em passear pela cidade. img_0008

                            Fizemos o check in, pedimos ajuda para tentar monitorar a minha bagagem, “tentar” descansar, almoçar e seguir com o City Tour a tarde. Graças a recepção e orientação do pessoal da pousada, gente maravilhosa, trocamos a agência de viagens que havia contratado, mas ainda não tinha pago, pois era muito mais caro do que o sugerido pelo pessoal da pousada, para fazer o mesmo passeio. Aproveitamos para contratar também o do Vale Sagrado para o dia seguinte. Em seguida fomos almoçar no El Encuentro Vegeratian Restaurante, indicação da pousada, que ficava bem pertinho. E que nós adoramos, tanto pela energia do lugar, como a decoração linda e aconchegante, e o principal a comida deliciosa!

Restaurante vegetariano o fantasma do "soroche" dando seus primeiros sinais

Restaurante vegetariano, e o fantasma do “soroche” dando seus primeiros sinais

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                        A essa altura estava um pouco tonta mas nada demais, terminado o almoço, na verdade não tivemos muito tempo para descansar e o pessoal do tour já estava chegando. Por mais que eu tentasse ignorar o que estava sentindo, tamanha era minha vontade de prosseguir com o passeio, chegou uma hora que tive que entregar os pontos, eu não conseguia andar direito, minhas pernas pesavam chumbo. Não teve jeito, voltamos para o hotel para descansar. Perdemos o passeio da tarde, e só saímos de novo a noitinha! Todos sentiram a altura, mas só eu passei mal de fato. Fiquei arrasada na hora, mas o fato de estarmos todos juntos, num lugar tão mágico, já estava valendo! img_0021img_0017img_0059

                                Fim do primeiro dia, voltar para pousada porque dia seguinte tem Vale Sagrado!

Nossa viagem reinventada para o Peru!

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                Em fevereiro do ano passado(2016), atendendo a insistentes pedidos de Belinha – minha filha caçula – para que fizéssemos uma viagem juntos, os cinco, comprei as passagens para o Peru. No roteiro estava previsto iniciarmos por Lima, no final de abril, depois Cuzco e estaríamos em Machu Picchu no mês de maio, a melhor época, segundo informações obtidas em todos os blogs de viagens. Quase tudo pronto, passagens e ingressos de Machu Picchu comprados, hotéis reservados, quando um acidente de percurso cruzou nossas vidas e tivemos que cancelar a viagem! Segundo a informação recebida da TAM teríamos até fevereiro para “remarcar” as passagens, assim como a STAR PERÚ(Lima-Cuzco-Lima). O tempo passou rápido demais, e já era janeiro/2017, quando mais uma vez Belinha, que sempre me cobrava a remarcação, me colocou contra a parede, já que ela ia viajar em 04/02, para um intercâmbio de 6 meses em Portugal, e a ideia era viajarmos depois que ela voltasse. Pressionada, liguei para TAM e quase surto quando a atendente informou que eu tinha que “viajar” até 16/02, e já era o dia 13/01/2017. Depois do susto, o desafio, estava decidido iríamos sim! Peguei a disponibilidade de cada um e uma semana e um dia depois estávamos embarcando para o Peru. Tive que adaptar pois as meninas só dispunham de quatro dias, e refiz o roteiro da seguinte forma, chegaríamos em Lima, e do aeroporto mesmo já pegaríamos o avião para Cuzco, depois Machu Picchu, e Lima no final, sendo 01 dia para as meninas e 03 para nós(eu, Domingos e Daniel), que podíamos ficar mais tempo. Aconteceram alguns transtornos, e todos nós gostaríamos de ter ficado mais alguns dias, mas isso não foi nada, a viagem foi maravilhosa, nós cinco juntos, num país maravilhoso como o Peru, foi inesquecível! Nos próximos posts seguirá o relato de nossa experiência. #PartiuPeru6f181964-ea06-4269-ab07-086a19dab25c