Um mergulho num cenote!

Cenote Ik-Kil, mais conhecido como “cenote sagrado azul”
Cenote Ik-Kil, mais conhecido como “cenote sagrado azul”

                 Assim que soube que viajaria para Yucatán no México, iniciei minhas pesquisas sobre a região, e logo elas me levaram aos cenotes, pois é a região que abriga o maior número deles no país. Segundo definição do wikipédia, “Cenotes são conexões entre a superfície e áreas alagadas subterrâneas. Enquanto os cenotes mais conhecidos são grandes piscinas medindo cerca de 10 metros de diâmetro, como as existentes em Chichén Itzá, o maior número de cenotes são pequenos locais abrigados e não necessariamente tem qualquer água de superfície exposta”  Daniel's 238

                   Durante nossa estadia, tivemos a oportunidade de conhecer dois deles.O primeiro foi o Ik-kil, ou cenote sagrado azul. Fica em  Chichén Itzá, e é enorme, tem 130 metros de profundidade e 60 de diâmetro. Não mergulhei nesse, porque o visitamos durante o nosso tour guiado, e não tem graça tomar banho com tempo contado! Além  de ter achado meio claustrofóbico.

IPHONE DE ANA 377

                  Mas, quando fomos para Tulum, contratamos um táxi para ficar conosco durante todo o dia, e ele sugeriu conhecer uma praia(me esqueci do nome), que tinha um cenote nas proximidades. Topamos na hora!Daniel's 296                 “Cenote”, significa “poço sagrado”, porque para os maias, eles eram de fato sagrados, por serem a fonte de água nos tempos difíceis. Eles acreditavam que as águas eram um canal de comunicação para falar com os deuses. E mergulhando nas águas cristalinas e refrescantes, com os peixinhos nadando a sua volta, a gente consegue entender porque os maias se sentiam dessa forma, eu também achei que estava falando com os deuses enquanto nadava. Esse cenote tinha a vantagem de ser todo ao ar livre, foi difícil ter de voltar a ser mortal na hora de ir embora.Daniel's 293

Daniel's 290Daniel's 295

 

 

Irã

IMG_0037Quando vi que o livro escolhido para representar o Irã, Persépolis, de Marjane Satrapi, era em quadrinhos, fiquei um pouco ressabiada. Nunca fui simpatizante de histórias em quadrinhos, sempre achei complicado seguir a sequência, além de que as ilustrações, tiravam um pouco a graça de imaginar as cenas. Até que numa de minhas visitas a livraria, depois de folhear o livro e ficar fascinada pelas palavras de Marjane, desejei imediatamente ir para casa continuar a leitura.

Persépolis, é a história de vida da autora, que nasceu em Rasht, no Irã, e hoje mora em Paris. Bisneta do imperador do Irã deposto pelo Xá, e filha de pais modernos e revolucionários, teve uma educação que tanto valorizava as tradições culturais do país, como os valores de igualdade e solidariedade, com características ocidentais, já que estudava num num liceu francês, até a revolução de 1979. A revolução que se iniciou como um movimento popular para a derrubada do Xã, veio a se transformar numa ditadura islâmica, muito distante da nossa realidade. Fica sempre a curiosidade sobre como vivem e sentem os iranianos com toda essa reviravolta em suas vidas. Como será a vida por trás do véu, e de todas as restrições impostas pela religião? Até então, o mais próximo que havia chegado da realidade do Irã tinha sido com o filme “Argo”, mas lendo o livro de Marjane conseguimos adentrar a sociedade iraniana de uma maneira muito mais leve e divertida, do que aquela tensão que vivemos no filme.

Marjane, consegue contar todas as dificuldades e sofrimentos pelos quais passou, de uma forma irreverente, que não deixa espaço para tristeza. Uma excelente leitura e mergulho na cultura do Irã.