Coreia do Sul

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                     Kyung-Sook Shin, nasceu em 1963, numa pequena vila rural, perto da cidade de Jeongeup, na Coreia do Sul. Aos dezesseis anos mudou-se para Seul, para trabalhar numa fábrica de componentes eletrônicos, enquanto frequentava uma escola noturna. Foi durante um período de greve da empresa, que iniciou seu caminho na literatura. Aproveitava as paradas, para copiar num caderno de anotações, os trechos do romance que lia. Posteriormente, frequentou um curso de escrita criativa, no Instituto de Artes de Seul, publicando sua primeira novela, aos 22 anos.  Escreveu 7 romances, 7 coletâneas de contos e três obras de não-ficção, tendo recebido inúmeros prêmios na Coréia do Sul, onde é muito lida, e aclamada, além de ter recebido o prêmio Dong-in Literary e o francês Prix de l’Inaperçu. Divide o tempo entre Seul e Nova York, onde atualmente, é professora visitante.

                      Por Favor, Cuide da Mamãe, foi o livro escolhido para representar a Coreia do Sul, no projeto #198 livros, e o sexto romance escrito por Kyung. Publicado em 2008, na Coreia do Sul, foi a primeira obra sul coreana, a entrar na lista dos mais vendidos do The New York Times e a ficar entre os dez melhores livros de ficção escolhidos pela Amazon. Vendeu mais de 1,5 milhões de cópias, e foi publicado em 23 países. Segundo a autora, esse livro foi escrito para sua mãe. E o desejo de escreve-lo surgiu aos 16 anos, quando viajavam juntas, num trem para Seul. Ao olhar para mãe, viu como ela tinha um olhar solitário, então prometeu que um dia escreveria um livro e o dedicaria a ela.

                    O ponto de partida, é o desaparecimento de uma mãe, chamada Park So-nyo, de 69 anos, no meio da multidão, quando chegava com o marido, em Seul, para visitar os filhos. A história retrata a luta desesperada da família, para encontrá-la, e é narrada, de forma inusitada, por 4 narradores; a filha mais velha, o filho, o marido, e ela própria. Na verdade, há um só narrador, que dialoga com eles através de suas lembranças, trazendo-as de volta, para que através dessa realidade, vivenciada por eles, possam entender quem de fato era a mãe deles, e as dores pelas quais passou. Pois eles só a viam como mãe, e esposa, e não como uma pessoa com necessidades próprias, e é necessário fazer esse reconhecimento, para poder se aproximar mais dela. É um livro muito triste, pois o processo é doloroso, reconhecer, agora que a mãe não está ali, o que poderia ter sido feito para fazê-la mais feliz. Um livro que nos faz pensar, questionar, tentar encontrar uma maneira de estar mais próximo daqueles que amamos. Mas, o livro ainda vai além, através das lembranças dos personagens, vamos viajar pela Coreia, conhecendo suas tradições, como a Lua Cheia da Colheita; os rituais ancestrais do ano novo; a gastronomia, e traçar um retrato da atual Coreia.

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