Hungria

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                    Não tive dificuldades para encontrar um livro para representar a Hungria, pois já conhecia o clássico de Ferenc Molnár, “Os Meninos da Rua Paulo“, e tinha me decidido por ele. Quando chegou o momento de ler, estava de viagem marcada e levei-o na mala. Este livro viajou comigo por 4 países, e me pegou em uma fase de ressaca literária que nem sei como explicar, não conseguia abrir nenhum um livro, e isso nunca tinha me acontecido antes. Mas enfim, passou, e resolvi retomar aos meus projetos literários. Graças a Deus, o livro é maravilhoso e me ajudou a sair dessa inércia. Trata-se de um clássico da literatura juvenil da Hungria, publicado pela primeira vez em 1907. Seu autor tinha 28 anos, quando escreveu o romance, era filho de judeus de classe média(seu pai era médico), na época em que a Hungria fazia parte do Império Austro-Húngaro. É possível que se trate de um romance autobiográfico, ou inspirado em uma história real, pois em algumas ocasiões percebe-se que a narrativa deriva para a primeira pessoa do singular, como se o autor fosse o próprio personagem.

                   O romance narra a história de uma grupo de meninos, amigos, que fazem parte da Sociedade do Betume, e que todas as tardes depois da escola se reúnem no grund, (um terreno baldio) para jogar pela. Eles seguem com seriedade os rituais da sociedade, que tem, além de regras próprias, bandeira, livro para registro das atas de assembléia, e uma hierarquia de funções de capitão, tenente, alfares e soldado raso. Fazem parte da sociedade, Boka, Csele, Csónakos, Kende, Weiss, Geréb e Nemecsek, que se dividem nas funções para manter a ordem e proteger o lugar. Tudo vai bem, até que outro grupo de garotos, os camisas vermelhas, liderados por Chico Áts, resolvem invadir o lugar. O grupo dos camisas vermelhas, eram temidos, por serem agressivos e aplicarem o einstand, gíria utilizada pelos meninos de Budapest, quando garotos mais fortes queriam tomar bolas de gude, peninhas ou qualquer outro brinquedo de meninos mais fracos, gritavam: einstand, que era quase uma declaração de guerra, informando que estavam tomando os brinquedos, e que caso não entregassem haveria guerra. Dessa vez, no entanto, sob a ameaça de invasão do grund, eles resolvem reagir e defender com todas as armas o seu espaço tão querido. Para vencerem a luta, eles vão precisar de muita união, amizade, cumplicidade e coragem. Ao longo da disputa, os dois grupos vão vivenciar sentimentos de inveja, traição, arrependimento, bem como, coragem, superação, e descobrir como a força de sentimentos nobres pode ser transformador.

 

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