Rouen

Padrão

                     DSC01084

                         Foram vários os motivos que nos levaram a Rouen, capital da Normandia.  Em primeiro lugar, foi para lá que Joana d’Arc foi levada, depois de ter sido aprisionada em Compiègne, e perder a vida na fogueira. É lá também que se encontra a Catedral Gótica, Notre-Dame de Rouen, cuja fachada Monet pintou nada mais do que 31 vezes e a Ponte Boieldieu, sobre o Sena, que foi retratada por Camille Pissarro, entre 1896 a 1898, em três séries. Além de Monet, e Pissarro, outros impressionistas fizeram de Rouen  um verdadeiro atelier em tamanho natural. Foi lá que nasceu o movimento impressionista, quando Monet, Renoir e Sisley descobriram a luz as margens do Sena. E assim Rouen serviu de inspiração para outros pintores dessa nova forma de expressão.  Foi fundada na época do império romano, mas conserva principalmente características medievais. Nada melhor do que andar e se perder por suas ruas estreitas, para conhecer e apreciar os edifícios com sua arquitetura medieval e renascentista típica da Normandia.

                            Rouen fica a 130 km de Paris, saindo da Gare Saint Lazare, num trem direto a viagem dura em torno de 1 hora. É uma viagem muito agradável, o tempo todo o trem segue acompanhando o curso do rio Sena. Tivemos sorte, pois apesar do frio, não estava chovendo. Ao sair da estação,  caminhamos em linha reta, e logo avistamos  a Tour de Jeannne d’Arc.

DSC01062

Ponte levadiça e o fosso.
Ponte levadiça e o fosso.

                            Essa torre, de 35 metros de altura, é o único vestígio do castelo construído pelo rei Felipe-Augusto, após conquistar a Normandia, em 1204. O castelo foi construído sobre as ruínas em forma elíptica de um anfiteatro gallo-romano, do Século II D.C., daí seu formato poligonal. Na verdade, a torre era o donjon do castelo.

Maquete do castelo de Felipe Augusto

Maquete do castelo de Felipe Augusto

DSC01058

DSC01048

                             Foi para essa torre que Joana d’Arc foi levada em 09 de maio de 1431 para ser submetida a tortura. Após ser apresentada aos instrumentos de tortura Joana teria dito, aos 12 juízes e 02 torturadores, “Mesmo que cortem os meus membros e arranquem a alma do meu corpo, não direi o contrário, e se disser o contrário, direi depois de ter sido obrigada a falar a força…”. Apesar de tê-los comovido, a ponto de não ter sido tocada, não foi suficiente para livrá-la da morte da fogueira.

Rue de Jeanne d'Arc

Rue de Jeanne d’Arc

DSC01064DSC01063                               Depois de visitar a torre, descemos  pela rue de Jeanne d’Arc, e seguimos batendo perna até chegar a Place de Vieux-Marché. Apesar das muitas construções com arquiteturas características da Normandia e lojinhas de souvernirs, não é uma praça muito agradável,  talvez por sabermos que foi lá que armaram a fogueira que matou Joana d”Arc.  Até quatro meses antes da nossa visita, existia o Musée Jeanne d’Arc, ao lado desse antigo restaurante, cheio de bandeiras na fachada, mas foi desativado. Désolée!

Place de Vieux-Marché

Place du Vieux-Marché

DSC01085

DSC01074DSC01076DSC01080

                              Depois de uma volta na praça, seguimos nossa caminhada e chegamos a rue du Gros Horloge, um dos mais antigos relógios da Europa. Embora tenha sofrido uma reforma, pode-se ver o arco renacentista que substituiu o campanário medieval de madeira, ainda é o mesmo relógio que marcava as horas quando Joana morreu. É possível subir e conhecer sua estrutura interna, além de poder ter uma vista fantástica da cidade. Em maio de 2013, custava 6 euros a entrada.

DSC01089DSC01095

Vista da Catedral de dentro do Gros Horloge.

Vista da rue du Gros Horloge com a Catedral ao fundo, de dentro do relógio.

DSC01102

                              Depois de conhecer a famosa Catedral, fomos até o Musée de Beaux-Arts, com telas de Caravaggio, Velázquez, Delacroix, Modigliani e dos impressionistas, incluindo Monet, claro. Ainda pudemos participar da 2ª edição do Festival Normandie Impressionniste.

DSC01114

DSC01113

DSC01104

DSC01105

Entrada do Musée de Beaux-Arts

Entrada do Musée de Beaux-Arts

                             Antes de pegar o trem de volta para Paris, fomos até as margens do Sena conhecer a paisagem e a ponte Boieldieu, retratada por Camille Pissarro. Descobrimos que alí perto, estava o local de onde foram atiradas as cinzas de Joana d’Arc no Sena. Um passeio maravilhoso, um encanto de cidade.

DSC01123DSC01117 DSC01121

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s