Malásia

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     Malasia                     Nas duas últimas semanas a Malásia tem estado na mídia, por causa do estranho desaparecimento do avião da Malaysia Airlines. A essa altura eu já não poderia dizer que só conhecia o país de nome, porque já tinha chegado a vez do livro da Malásia, pela ordem do sorteio no projeto #198 livros. E antes de começar a leitura do livro da vez, fiz como tenho feito sempre, uma rápida pesquisa para me situar, literalmente, no mapa mundial. À medida que vou mergulhando na história, vou me aprofundando na pesquisa. Assim, achei incrível, tomar conhecimento da conturbada e sui generis história do país. Além de se libertar dos britânicos, em 1957, a Malásia vem desde então, empreendendo uma luta, que dura até os dias atuais, para que a maioria da etnia malaia consiga ampliar a influência, sobre as outras etnias (maioria chinesa e indiana) que correspondem a quase metade da população, na vida econômica, educacional, religiosa e cultural do país.

            No livro de Preeta Saramasan, “Noite é o dia todo” esse aspecto político, da história da Malásia e suas repercussões no dia a dia do país, é o pano de fundo da trama. O enredo aborda a saga de uma bem sucedida família indiana, que emigrou em busca de melhores oportunidades de vida, se estabelecendo na cidade de Ipoh, Malásia. Se por um lado, a família foi bem sucedida no aspecto econômico e financeiro, o mesmo não se poderia dizer do aspecto psicológico e emocional dos seus integrantes.

                    A história se inicia na verdade pelo fim, com o desfecho de uma série de acontecimentos que vêm devastando a já desestruturada família, constituída da matriarca(Paati), filho(Raju), nora(Vasanthi) e três filhos(Uma, Suresh e Aasha) que vivem juntos na mesma casa. A trama envolve ainda a participação do segundo filho da matriarca(Balu), que os visitam de tempos em tempos, e da “empregada Chellan”, contratada para cuidar de Paati.   A autora conduz a trama de forma genial, traçando um detalhado perfil de cada um, seus sonhos, dores e frustrações, bem como o estranho relacionamento familiar. Com a chegada de Chellan, que mesmo sendo estranha a família, tem perfil psicológico semelhante, em alguns aspectos, aos seus integrantes, os acontecimentos se precipitaram para o final relatado no início do livro.

                        Embora soubesse que se tratava de uma história triste, como sugere o título do livro, não imaginava a força da narrativa da autora, que nos prende do início ao fim. E embora já iniciemos o livro sabendo do final, a busca para desvendar os motivos por trás dos estranhos comportamentos dos personagens, nos é conduzido pela autora com extrema habilidade. Uma maravilhosa viagem a Malásia, seus costumes, sua história, e de quebra um excelente romance para nos fazer pensar.

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    • Também acho Camila, por mais que esteja treinando o inglês e francês, nada se compara a ler em português é uma delícia! E quando o romance é empolgante então, não dá nem vontade de sair de perto!

  1. Oi Ana! Também li esse em português! Vi por acaso no site da Cultura quando pesquisei o título original. E comprei bem baratinho na Estante Virtual!

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