Reims

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                             Reims entrou para minha lista particular de #lugaresqueprecisoconhecer# depois de ler “A Viúva Clicquot” de Tilar J.Mazzeo. Ela conta a história de Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin, La Veuve Clicquort, que nasceu e viveu em Reims(1777-1886). Barbe-Nicole ficou viúva aos 27 anos, e decidiu assumir os negócios do marido, numa época em que as mulheres estavam destinadas a serem somente mãe e esposa, construindo um império do champanhe. Tornou-se a primeira mulher a se tornar uma celebridade no mundo dos negócios. Assim, depois de conhecer a história dela, fiquei curiosa para conhecer e passear pelos lugares e ruas por onde ela passou, inclusive a cidade vizinha, do seu concorrente Moët & Chandon, Epernay.

                             Mas não era só a história de Barbe-Nicole, que me atraía a Reims. Considerando que estava fazendo um roteiro da evolução das principais catedrais góticas da França, não poderia deixar de conhecer sua bela catedral onde todos os reis franceses eram coroados, e onde os anjos sorriam. Além, claro do Palácio Tau ao lado da catedral, residência dos reis da França durante as cerimônias de coroação. Do século X ao século XIX 32 reis franceses foram coroados em Reims.

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A visita a Reims foi bem divertida, saímos da Gare de l’Est e em menos de uma hora chegamos ao nosso destino. Não fizemos roteiro, nem planejamento prévio, decidimos na hora como passaríamos o dia. Só tínhamos conseguido agendar uma visita no Domaine Pommery, pois as visitas a Maison da Veuve Clicquot só começariam a partir de junho,o que me deixou um pouco frustada e da Champanhe Ruinart em abril/2014, pois estava em obras. Mas visitar uma cave de champanhe já estava de bom tamanho, então saímos da gare, e decidimos visitar o Domaine Pommery, pela manhã. Pegamos um mapa e fomos caminhando até lá.

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               Quando chegamos no Domaine, o clima estava maravilhoso, e não saberia dizer se foi o calor da caminhada ou a temperatura que havia subido. Mas não durou muito, apenas o suficiente para atravessar o gramado. Olha o céu como está escuro! Começaram a cair os primeiro pingos de chuva, mas quando olhei para o chão vi que eram branquinhos e só então percebi que era granizo. E lá vamos nós de volta aos casacos.

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                          A casa de champanhe Pommery, assim como a Clicquot foi o resultado do empreendorismo de duas viúvas. A  Veuve Clicquot orgulha-se de ter descoberto a solução para eliminar os depósitos residuais nas garrafas de champanhe, através da colocação das garrafas em estantes de madeira perfurada, e a Pommery de ter inventado o Brut. Mas existem ainda outras caves em Reims que podem ser visitadas como a Ruinart,  Laurent-Perrier e Taittinger.

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                            Após a visita a cave e degustação, voltamos para o centro da cidade para almoçar, antes de seguir para a catedral e o palácio de Tau. Nós visitamos primeiro a catedral e depois o palácio, mas acho que o correto teria sido inverter a ordem. No palácio está a coleção de esculturas originais, que fizeram parte da catedral, e que foram salvas da destruição total durante as duas guerras mundiais, pelos cidadãos de Reims. Eles as esconderam em cavernas onde se armazenavam os vinhos. É incrível olhar de perto para as esculturas, ver o tamanho real delas. A gente não faz idéia, de como elas são enormes, apenas olhando para a impressionante catedral, e ver o local onde elas estariam.

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                            Apesar de não ter visitado a Maison Clicquot e nem ter visto a casa de infância de Barbe-Nicole, o Hôtel Ponsardin, que foi comprado pela prefeitura de Reims e hoje funciona a Câmara de Comércio Local, foi um passeio maravilhoso. E sempre é bom deixar um motivo para voltar nos lugares que visitamos. Em compensação, nosso trem de volta deu uma parada estratégica em Epernay, e pudemos dar uma volta na cidade. Mas isso ficará para outro post.

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  1. Pingback: Épernay | Ana Luiza

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