Bolívia

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IMG_1443O único contato que já tive com esse país, até emtão, foi através de Hector, boliviano de Santa Cruz de la Sierra, com quem convivi na época da faculdade. Ele era intercâmbista na minha turma da faculdade de arquitetura, da UFPE. Na literatura, então, estava zerada, mas graças a Deus, participar do #198livros, está me redimindo e preenchendo esta lacuna.

Edmundo Paz Soldán, é um premiado escritor boliviano, seguidor do movimento McOndo, que até então eu desconhecia por completo, e que se caracteriza por descrever cenários realistas, registrando através da literatura a influência dos meios de comunicação e das novas tecnologias na paisagem urbana do continente latinoamericano. No livro escolhido “O Delírio de Turing” ambientado na fictícia cidade de Rio Fugitivo, já utilizada pelo autor em outros romances, Soldán usa esse argumento para criar uma eletrizante história de suspense.

A partir do aumento da tarifa de energia elétrica, controlada pela multinacional Globalux, tem início uma revolta social, unindo as mais diversas classes contra o opressor, o governo capitalista, comandado por Montenegro, que voltou ao poder por via democrática, depois de o ter exercido na época da ditadura. A revolta se faz sentir tanto no mundo virtual, quando na vida real, entrelaçando a vida dos diversos personagens, numa movimentada história, num crescente suspense, que não nos deixa largar o livro.

 Fazem parte desse roteiro: Miguel Sáenz, mais conhecido como Turing, em referência ao grande criptoanalista inglês, sua mulher Ruth, também criptoanalista, e a filha deles Flavia, que se destaca na área da informática, mantendo um site o TodoHacker. Turing, dedicou sua vida ao trabalho na Câmara Negra, órgão governamental que serviu a ditadura na década de 70, sem nunca ter se questionado, quais eram as consequências do seu trabalho, tanto para a sociedade, como para o seu casamento; Albert criador da Câmara Negra, que tinha como objetivo principal decifrar mensagens dos opositores ao governo, e era o chefe de Turing. Do outro lado, Kandinsky, principal líder da resistência, grupo de hackers que combate o governo; O juiz Cardona, vítima da ditadura e com sede de vingança, e finalmente, Ramírez-Graham, atual chefe da Câmara Negra, que luta desesperadamente contra os ataques da Resistência.

A forma de narrativa é bastante peculiar, com dois narradores, um desconhecido que faz o relato da história de todos os personagens, e Albert, em coma, que narra a sua história e a de Turing.

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