África do Sul

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           img_1591  De todos os países que desconheço, talvez os situados na África sejam os que ainda tenha menos informação, muitos dos quais desconhecia até a existência. A afirmativa, no entanto, não é válida para a África do Sul, país que foi palco de alguns acontecimentos bem conhecidos como o Aparthaid, Copa do Mundo de 2010, além de ser a terra natal de Mandela. Apesar de ter esses fatos associados ao país, nunca me aprofundei nas informações. Apenas agora que entrou no roteiro do #198 livros foi que dei uma rápida pesquisada no Google. E achei curioso descobrir a existência de nada mais do que 11 línguas oficiais no país. Como deve ser viver num país assim? Imagino a riqueza cultural que não deve ser. Essa é uma das razões que me fazem participar deste projeto, a possibilidade de encurtar todas as distâncias, mesmo as mais longínquas do planeta, e ter acesso a tantas culturas. Dessa vez, quem escreveu o roteiro foi Nadine Godimer, ganhadora do Premio Nobel de Literatura em 1991, com seu romance “O Melhor Tempo É O Presente“.

                  Através da história de vida do casal Jabuline e Steven, pode-se ter uma ideia de como foi a vida na África do Sul durante o aparthaid, e como ficou a vida no país após o seu fim. Eles se conheceram quando eram ativistas lutando pelo fim do regime, e por ela ser negra e ele branco, tiveram que viver esse romance na clandestinidade, pois as leis raciais proibiam o relacionamento entre brancos e negros. Ela é filha de um diretor de escola, da etnia zulu, que sempre lutou para que ela estudasse, mesmo que para isso tivesse que mandá-la estudar no país vizinho, a Suazilândia, por não lhe ser permitido este direito no seu próprio país. Ele é filho de uma judia, e de pai cristão. e sempre foi revolucionário, em luta pela liberdade dos negros e igualdade de direitos. Agora que a situação mudou, que a luta por liberdade e democracia foi vitoriosa, eles se preparam para viver a nova realidade do país, onde pretendem criar os filhos. Eles agora estão livres para viver uma vida normal, de classe média, com todos os problemas rotineiros de uma família, em meio as diferenças sociais, raciais, e econômicas em que o país se encontra e que se acentuam cada vez mais. E essa nova realidade agravada pelos rumos que a política vai tomando, em meio a corrupção, faz com que eles se decepcionem com o país a ponto de pensar em emigrar para a Austrália. Adorei a maneira como Nadine Gordimer escreve e a simplicidade para abordar dos problemas rotineiros  inerentes a uma família de classe média, a amargura deixada pelo drama vivido pelo país com o aparthaid, e sua política corrompida.

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