Reino Unido

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                         Assim como aconteceu em Portugal e Nova Zelândia, com apenas um único livro, consegui atender a dois projetos de leitura, o #198livros#  e #meusprojetospessoais#.  Para que isso possa acontecer, tenho procurado escolher romances de autores ainda inéditos para mim, dentro da minha lista de desejos, e que tenham sido ambientados nos destinos sorteados, atendendo assim o 198livros. Para o Reino Unido, escolhi Mrs Dalloway, de Virgina Woof, um dos romances mais conhecidos da autora, e ambientado em Londres. O enredo é bastante simples, toda a ação se passa em um único dia do mês de junho de 1923, onde nada de excepcional acontece na vida dos principais personagens, que são Clarissa Dalloway e o Septimus. Ela, esposa de um membro do parlamento britânico, uma socialite, sem maiores preocupações, que cuidar da casa e oferecer jantares; ele, soldado, ex combatente, com todas suas sequelas deixadas pela guerra. No início do dia descrito no livro, ela está indo comprar flores para a festa, que se realizará naquela noite, e ele esta indo para o psiquiatra, e seguiremos acompanhando a vida dos protagonistas, ao longo do dia, de dentro de suas mentes. Pois a importância do romance deve-se, principalmente, ao pioneirismo da escritora, na linguagem utilizada para descrever esse dia, na vida dos personagens, empregando a técnica do fluxo de consciência, através do discurso indireto livre, onde não se sabe se quem está falando é o personagem ou o narrador. O romance foi publicado em 1925, e foi muito bem recebido pela crítica, apesar de abordar temas polêmicos para época, como amor homossexual, casamento de conveniência, tratamento psiquiátrico, suicídio, revisão dos ideais da juventude.

             Apesar de reconhecer a qualidade do texto, não posso dizer que foi uma leitura prazerosa, pois em momento algum simpatizei com Clarissa, nem seu estilo de vida. Tanto que apesar de ser um livro curtinho, em torno de 200 páginas, eu não consegui engatar a leitura, e levei mais de um mês, para terminar. Mas, quem sabe, numa releitura, em outro momento, eu dê uma nova chance a Clarissa.

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