Croácia

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      Por causa da excelente performance na Copa do Mundo da Rússia, quando chegou pela primeira vez numa final de copa do mundo, a Croácia, ficou em evidência, e naturalmente não faltaram artigos sobre a sofrida história, dos seus principais astros, como Ivan Rakitic e Luka Modric, acontecida tão recentemente. A Croácia fazia parte da extinta Iugoslávia, uma país criado artificialmente, com culturas, línguas e religiões diferentes. Esse é o quarto país, dentre os que faziam parte da Iugoslávia, que leio neste projeto, e por isso já estou mais por dentro, conforme pesquisa já realizada, e que coloquei nesse post.

       Ivana Bodrožić, autora do livro autobiográfico, The Hotel Tito: A novel, tradução inglesa do Hotel Zagorje, assim como os astros da seleção de futebol da Croácia, também teve sua vida afetada pela guerra e pelas marcas que ela deixou.  Ela nasceu em Vukovar, na Croácia, em 05 de julho de 1982. A cidade, fica na ponta leste da Croácia, quase na fronteira com a Sérvia, e durante a Guerra dos Balcãs, foi invadida e cercada pelos sérvios, durante três meses, sendo alvo do maior massacre da Europa, desde a II Guerra mundial. Mais de 200 pessoas, que tinham se refugiado no hospital, foram levadas pelas tropas iugoslavas, para um campo de concentração, a cerca de um quilometro de distância, em Ovcara, para serem exterminadas. Foram torturadas e enterradas em valas comuns.

     Quando os sérvios ocuparam Vukovar, Ivana tinha 9 anos e seu irmão 16. Durante o verão daquele ano, quando as hostilidades começaram a se intensificar, ela e o irmão foram enviados para uma ilha no Danúbio, e pouco depois a mãe se juntou a eles, enquanto o pai ficou para defender Vukovar. Eles jamais voltaram a se ver, pois o pai estava entre aqueles que foram massacrados. Neste livro, Ivana conta como foi para  ela e sua família serem acomodados em um Hotel, nos arredores de Kumrovec como pessoas sem lugar(displaced) durante seis anos. Os três viviam em um quarto com espaço apenas para as três camas, aguardando notícias do pai, lutando para conseguir um apartamento para morar. Mas enquanto isso a vida seguia seu curso, ela transformou-se de menina em adolescente, fez amizades, viajou de férias para a Itália, adotada por uma família italiana, viveu o primeiro amor, e é com uma sensibilidade eloquente que a autora narra os sentimentos vividos por ela nesse turbilhão que foi sua vida durante e após a guerra da Iugoslávia. Esse livro foi publicado em 2010, e recebeu o Prêmio Ulysse, na França, pelo melhor romance de estréia.

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