Villandry

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             Apesar de Ricardo Freire, do blog Viaje na Viagem, ter sugerido deixar o Villandry para a sobremesa nesse post,  foi justamente por ele que começamos. Por uma simples questão de logística, Villandry fica a 18 km de Tours.  Mas a ordem das visitas, na verdade, é irrelevante, o importante é conhecer Villandry, pois embora não tenha tanta importância histórica, é deslumbrante. O que achei mais incrível desse castelo, é que ele parece um “lar”, bem diferente dos outros castelos da França que já tinha visitado, fora dessa região, como o de Versailles, Vaux le Vimconte, Fontainebleau. Esses são suntuosos demais, eu não consigo imaginar uma família morando em um desses castelos, mas não é o caso do Villandry, onde os ambientes são “clean”, e apesar de amplos, são bem aconchegantes, conforme pode-se ver nas fotos a seguir. Além da decoração minimalista, Villandry, também se destaca pelo aproveitamento que foi feito do terreno, para nele se construírem os lindos jardins.

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                      Villandry foi construído em 1536 por Jean le Breton, ministro das finanças de Francisco I, sendo o último dos grandes castelos construídos nas margens do rio Loire, na época do renascimento. Para construí-lo Jean le Breton, mandou demolir uma fortaleza do século XII, dela restando apenas as fundações e a torre de menagem.

Vista da torre de menagem

Vista da torre de menagem

                    Os descendentes de Jean le Breton conservaram o castelo até 1754, quando passou a pertencer ao marquês de Castellane, embaixador do rei e proveniente de uma família provençal. Ele acrescentou uma ligação em estilo clássico e reformou a área interna, adaptando .ao século XIX.DSC01382

                  Finalmente, em 1906, o castelo foi adquirido por Joachim Carvalho, espanhol e bisavô do atual proprietário. Ele restaurou o castelo e recriou os jardins em estilo renascença. Iniciamos a visita pelos jardins, a bordo de uma pequena carruagem, dando um clima bem romântico e alegre a nossa visita, me senti voltando no tempo.DSC01368

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                      De carruagem percorremos todo o percurso em torno dos jardins, que também pode ser feito a pé, seguindo uma sinalização vermelha no chão. Os jardins estão divididos em Jardim Decorativo, da água, do sol e a horta. A horta é replantada duas vezes por ano, na primavera e no verão, respeitando-se nessa renovação, as restrições de harmonia das cores e das formas, e por outro lado, as restrições hortícolas que impõem uma rotação trienal das culturas para não empobrecer a terra. São cerca de 40 espécies, que pertencem a 8 famílias botânicas. É lindo passear entre os jardins, mas para se ter uma ideia de  todos os desenhos, o ideal é olhar de cima da torre de menagem.

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Horta

Horta

                   A visita que já estava sendo bem divertida, só na área externa, ficou ainda melhor quando passamos para o interior, com sua decoração e astral maravilhosos.

O salão e o escritório

O salão e o escritório

Sala de jantar

Sala de jantar

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Cozinha

Cozinha

Escada principal

Escada principal

Quarto do príncipe Jerônimo

Quarto do príncipe Jerônimo

Salão oriental, teto oriundo do palácio dos duques de Maqueda, construído no século XV, em Toledo.

Salão oriental, teto oriundo do palácio dos duques de Maqueda, construído no século XV, em Toledo.

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                     A farra estava boa, mas o resto do Loire nos aguardava, # partiuSaumur#

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