Playa Del Carmen

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             Depois de ganhar intimidade com o hotel e com a nova situação de ‘”dolce far niente” nas 24 horas do dia, decidi que tinha chegado a hora esticar um pouco as pernas, e assim fomos passar a tarde na cidade de Playa del Carmen, um dia antes do casamento. Pegamos uma van no hotel e em 10 minutos chegamos no centrinho.IPHONE DE ANA 286

           São ruas humanizadas, repletas de lojinhas onde se vende de tudo, restaurantes transados com todos os tipos de comida, bares e boates para as baladas noturnas. O centrinho também é servido de hotéis, pousadas e albergues, e talvez, se a tivesse visitado em outra circunstância, tivesse optado por ficar em lá, embora tenha adorado a experiência de me hospedar em um resort, tanto pelo hotel em si, quanto pela oportunidade de poder curti-lo junto com os amigos e familiares.IPHONE DE ANA 280IPHONE DE ANA 282

             A cidade me lembrou um pouco o estilo de Porto de Galinhas, ou Pipa, meio descoladão. Depois de bater pernas, paramos para um sorvete.IPHONE DE ANA 289

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               Depois de ter o calor abrandando, rodamos pelas praias, bem ao estilo caribenho, areias branquinhas,e mar azul. No entanto, as praias não são legais para tomar banho, por conta da quantidade de barcos, pelos menos aquelas ao longo do centrinho, por onde pude circular.IPHONE DE ANA 294

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              Valeu o passeio! No final, pude ticá-lo da minha lista, e considerar um destino a menos para conhecer.

Bolívia

IMG_1443O único contato que já tive com esse país, até emtão, foi através de Hector, boliviano de Santa Cruz de la Sierra, com quem convivi na época da faculdade. Ele era intercâmbista na minha turma da faculdade de arquitetura, da UFPE. Na literatura, então, estava zerada, mas graças a Deus, participar do #198livros, está me redimindo e preenchendo esta lacuna.

Edmundo Paz Soldán, é um premiado escritor boliviano, seguidor do movimento McOndo, que até então eu desconhecia por completo, e que se caracteriza por descrever cenários realistas, registrando através da literatura a influência dos meios de comunicação e das novas tecnologias na paisagem urbana do continente latinoamericano. No livro escolhido “O Delírio de Turing” ambientado na fictícia cidade de Rio Fugitivo, já utilizada pelo autor em outros romances, Soldán usa esse argumento para criar uma eletrizante história de suspense.

A partir do aumento da tarifa de energia elétrica, controlada pela multinacional Globalux, tem início uma revolta social, unindo as mais diversas classes contra o opressor, o governo capitalista, comandado por Montenegro, que voltou ao poder por via democrática, depois de o ter exercido na época da ditadura. A revolta se faz sentir tanto no mundo virtual, quando na vida real, entrelaçando a vida dos diversos personagens, numa movimentada história, num crescente suspense, que não nos deixa largar o livro.

 Fazem parte desse roteiro: Miguel Sáenz, mais conhecido como Turing, em referência ao grande criptoanalista inglês, sua mulher Ruth, também criptoanalista, e a filha deles Flavia, que se destaca na área da informática, mantendo um site o TodoHacker. Turing, dedicou sua vida ao trabalho na Câmara Negra, órgão governamental que serviu a ditadura na década de 70, sem nunca ter se questionado, quais eram as consequências do seu trabalho, tanto para a sociedade, como para o seu casamento; Albert criador da Câmara Negra, que tinha como objetivo principal decifrar mensagens dos opositores ao governo, e era o chefe de Turing. Do outro lado, Kandinsky, principal líder da resistência, grupo de hackers que combate o governo; O juiz Cardona, vítima da ditadura e com sede de vingança, e finalmente, Ramírez-Graham, atual chefe da Câmara Negra, que luta desesperadamente contra os ataques da Resistência.

A forma de narrativa é bastante peculiar, com dois narradores, um desconhecido que faz o relato da história de todos os personagens, e Albert, em coma, que narra a sua história e a de Turing.

Um casamento no México

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                Uma brasileira, um canadense, e a celebração de uma nova vida! Assim começou nossa viagem para Cancún, como tios da noiva, fomos participar junto com eles da alegria do casamento. A escolha do local, segundo ela, foi a localização geográfica, metade do caminho entre os dois países. E o resort, foi cuidadosamente escolhido para ser o mais aconchegante para o evento, e para a estadia dos convidados, família e amigos, que viriam confraternizar, festejar, viajar e desfrutar juntos da companhia uns dos outros. Foi uma viagem maravilhosa, conforme descreverei a seguir! Começando pela chegada no aeroporto de Cancún, um divertido caos…

A chegada
A chegada no México

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                 Eram muito alemães, dois vôos, vindos da Alemanha, na mesma hora. Depois soube que nem todos passaram pelo mesmo sufoco, dependendo do horário, havia mais tranquilidade. Mas enfim, depois de alguns transtornos finalmente conseguimos chegar no nosso destino, o Grand Sunset Princess Hotel, na Riviera Maia, Mexico.

Vista do nosso quarto, esquerda!
Vista do nosso quarto!
Vista do nosso quarto, lado direito.
Vista do nosso quarto, lado direito.

           A estadia no resort seria de 7 dias, conforme previsto no pacote, de 15 a 22 de abril, sendo que a cerimônia do casamento estava marcada para o dia 17. Os dois primeiros dias foram de imersão total, praticamente ninguém saiu do hotel(dei apenas uma fugidinha até a Playa del Carmen), num dolce far niente, dividido entre sol, mar, farrinhas e os últimos preparativos para o casório. IPHONE DE ANA 299IPHONE DE ANA 277

                   E então, chegou o grande dia, todos os convidados se encontraram as 15:30, meia hora antes do inicio da cerimônia, no local pré-determinado, ao lado do restaurante a caminho do gazebo. Foi uma sensação incrível, meio mágica, o local, os convidados arrumados, mais descontraídos, a música, o mar ao fundo, foi uma experiência inesquecível vivenciar esse momento com um casal tão querido e especial. IPHONE DE ANA 309IPHONE DE ANA 336

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Argélia

IMG_1421Todo meu contato com a literatura argeliana, se resumia ao escritor Albert Camus, do qual li primeiramente “A Peste”, e depois o “L´Étranger”, sendo este, o primeiro livro que li em francês. Em relação a história do país, tirando o fato de haver sido colonizada pela França, o que pressupõe uma provável luta pela independência, o meu conhecimento era nulo. De forma que, não estava preparada para a tumultuada e violenta história da Argélia, da forma como a vivenciamos no romance de Anouar Benmalek , Les Amants désunis. Como, ele falou em recente entrevista, sempre foi apaixonado por esse tipo de literatura que confronta os personagens ordinários com as grandes destruições da história. Na Argélia, primeiramente, houve a guerra travada pela independência, em seguida, o roubo da democracia pelos militares, seguidos pelo terror islamita com seus 200 mil mortos, e os conflitos com o Oriente-Médio, intermináveis e desesperançosos.

Em 1955, a Argélia está em plena luta pela independência, e Anna e Nassreddine, são vítimas de uma tragédia, que transformará suas vidas. Durante a viagem de volta para casa, vindos de Alger, onde foram regularizar os papéis de casamento, Nassreddine é feito prisioneiro, e torturado. A  Frente de Libertação Nacional(FLN), desconfiando que ele os havia traído, assassinam os dois filhos, e ela por ser estrangeira, é deportada. Quarenta anos depois, Anna, deixa sua vida na Suiça, e volta disposta a se reconciliar com seu passado, encontrando o túmulo dos filhos e Nassreddine, seu marido, o homem que ela amou, e pai dos seus filhos. Ao chegar em Alger, ela conhece Jallal, menino de rua, que aceita guiá-la na sua busca. Só que agora, quarenta anos depois, a Argélia, vive um novo clima de terror, com a guerra civil.

Apesar do cenário ser trágico e violento, a beleza e ternura dos personagens faz do romance, uma agradável e emocionante aventura, que não conseguimos deixar de lado, até conhecer o final. E quando chegamos ao fim, nos deparamos com o enorme vazio que fica com a ausência de personagens tão queridos. Fácil de entender porque esse romance recebeu o prêmio Rachid Mimouni em 1999.

City tour em Havana

Vista de Havana do morro de La Cananã
Vista de Havana do morro de La Cabanã

           Cheguei ao último post de Cuba, e a ordem deles no entanto, não corresponde a sequência dos passeios realizados na viagem. Acontece que tendo separado os posts por temas, o City Tour feito no segundo dia, terminou ficando para o final do relato. Sempre gosto de fazer um tour no início, para ter uma idéia geral da cidade, antes de começar a explorá-la. Em Havana, deixamos para o segundo dia, na realidade, o primeiro porque o dia anterior foi de chegada/translado/instalação. IPHONE DE ANA 270

            O ônibus que faz esse passeio é o T1, e o valor do ticket é o mesmo do T3, 5 CUC, assim  como o local de embarque e a compra dos tickets, que também fica na praça central. Aliás, qualquer tipo de transporte pode ser encontrado nessa praça, inclusive os passeios nos carrões anos 50.

Plaza de la Revolucion
Plaza de la Revolucion

                 O que mais me marcou nesse passeio, foi o calor que sentimos, principalmente quando paramos na praça da revolução. Foi a nossa primeira parada, e depois de uma rápida olhada e algumas fotos, o único pensamento, era sair do calor e entrar no ônibus novamente. Na casa de Dona Cândida, onde estávamos hospedados, fizemos amizade com um casal de holandeses, e íamos trocando figurinhas das descobertas na cidade, e como eles não sabiam do T1, adoraram a dica. No dia seguinte, no café da manhã, eles contaram que gostaram tanto, que não conseguiram sair do ônibus, porque estava tão gostoso lá dentro, que só na segunda volta foi que decidiram descer para passear! Ah! como entendi a sensação! porque Cuba realmente é muito quente. Estivemos lá em abril, e eu fico imaginando como será no verão, nos meses de junho, julho e agosto!

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Obelisco a José Martí
Obelisco a José Martí na Praça da Revolução

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               Foi nessa pracinha que ficamos procurando desesperadamente por uma sombra, enquanto aguardávamos a chegada do T1, para prosseguirmos com o passeio. E a próxima parada foi para conhecer o Museu da Revolução, no belíssimo prédio, que foi o Palácio Presidencial até a subida ao poder de Fidel Castro, e pelo qual já vale a visita.

Museu da Revolução
Museu da Revolução
Vista da janela principal do museu da revolução.
Vista da janela principal do museu da revolução, com o Parque 13 de março ao fundo.

IPHONE DE ANA 131              Na verdade, a visita valeu mais pela arquitetura do prédio, do que pelo museu em si. Confesso que fiquei um pouco decepcionada, não sei exatamente o que esperava, mas com certeza, o que estava lá não me emocionou! Embora considere válida a visita pela história que testemunhamos.IPHONE DE ANA 135

           Num pátio externo atrás do museu, estão em exposição no Memorial Granma, o iate Granma, embarcação que trouxe volta para Cuba, na clandestinidade, os irmãos Castro e mais alguns idealistas, no total de 82. A embarcação fica cercada por paredes de vidro com mais de dez metros de largura. Além do iate, outros veículos e aviões usados na revolução e na defesa de Cuba, estão expostos nesse pátio externo.

Vista do iate Granma por detrás da parede de vidro.
Vista do iate Granma por detrás da parede de vidro.

IPHONE DE ANA 138                Antes de deixarmos Cuba, ainda visitamos o morro de La Cabanã, onde estão localizados: a Fortaleza de San Carlos de La Cabanã; a casa em que viveu Che Guevara, hoje um museu, e o Cristo. O local é lindo, além da vista deslumbrante de Havana.

Casa onde viveu Che Guevara
Casa onde viveu Che Guevara

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E assim, demos adeus a Cuba, e partimos para o México, para uma nova temporada!IPHONE DE ANA 272

Zimbábue

IMG_1252                    A simpatia pelo país, se iniciou a partir da canção de Bob Marley, “Zimbabwe”, que eu conhecia por ser fã do cantor, embora ainda não tivesse atentado para a letra e muito menos associado à história do país. Desconhecia também o envolvimento de Bob Marley na política do país, e de sua militância no continente africano, nos seus últimos anos de vida. Ele tocou  “Zimbabwe” num concerto no dia da independência do país, 18 de abril de 1980.

             Depois da independência da Rodésia do Norte, território da Zâmbia, os conflitos no Zimbábue culminaram com uma guerra civil.  Os partidários da União Nacional Africana do Zimbábue (ZANU) partiram para a luta armada. Comenta-se que  Bob teria ajudado a estreitar relações que permitiram o fornecimento de armamentos aos rebeldes do país, que lutavam contra os ingleses. A trégua só viria em 1980, quando a ONU e a Grã-Bretanha reconheceram oficialmente a independência do Zimbábue.

              No romance de Irene Sabatini, autora revelação do Orange Award 2010, “O Garoto da Casa ao Lado” a história de Lindiwe, uma jovem negra, com Ian McKenzie, vindo de uma problemática família branca, se inicia logo após a independência do país. Ao longo do livro, vamos acompanhando a atribulada luta do país para conseguir uma identidade, iniciada a tão pouco tempo com sua independência, da mesma forma que acompanharemos as dificuldades encontradas pelos dois jovens, para viverem e eternizarem o amor, num país marcado pelos preconceitos sociais e raciais. É uma leitura de pegada, não consegui parar de ler, nem de torcer por Ian e Lindiwe, acompanhando-os nos cenários fascinantes do Zimbábue.

Estreando no Caribe

IPHONE DE ANA 181IPHONE DE ANA 172                Eu estava tão obcecada com a história de Cuba, que tinha até esquecido que estava no Caribe. Ainda mais, porque na parte central de Havana, apesar de cercada pelo mar, praticamente todos os trechos estão tomados pelas pedras, e tudo que vemos são pescadores, e nenhum banhista. No entanto, não longe de Havana, a apenas 20km, estão as Playas del Este: Bacuranao, Tarará, Mégano, Santa María del Mar (a melhor e mais concorrida), Boca Ciega y Guanabo, belíssimas, com suas areias brancas e águas azuis, não tem como esquecer que estamos no Caribe!IPHONE DE ANA 168IPHONE DE ANA 169

               O acesso às praias é facílimo, é só se dirigir a Praça Central e tomar o ônibus turístico T3, O ticket custa 5 CUCs, e é válido para o dia todo. No trajeto, em torno de uma hora, dá para se ter um outro olhar sobre Cuba, menos turístico e mais doméstico, com muitas residências, principalmente casas de veraneio. Verificamos que havia muitas casas vazias, além de se perceber a ocupação militar em algumas delas.IPHONE DE ANA 190                    Seguimos no ônibus até quase a última parada para dar uma geral, antes de descer e iniciar o passeio. Queríamos apenas conhecer as praias, pois para tomar banho de mar, a logística é outra. Caminhamos pela praia até o sol permitir, e colocamos os pés naquele água azul para o devido batismo caribenho. Paramos em um barzinho para uns petiscos de lagosta, e piña colada. IPHONE DE ANA 183

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               As Playas del Este não são tão famosas quanto Varadero, Cayo Largo, Playa Paraiso, Cayo Guillermo e outras, mas são lindíssimas e se a viagem não for para alem de Havana, é mais do que recomendável!

Austrália

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Nem só de cangurus vive a Austrália, o surf está totalmente incorporado ao estilo de vida australiano. Lá o surf não é apenas um esporte, faz parte da cultura do país. A geografia, claro que ajuda, pois a extensa costa aliada as variações climáticas favorecem o surgimento de ondas com qualidades internacionais, pequenas, médias, grandes, longas ou tubulares, tanto na costa oeste, quanto na sul e leste que são locais de alta qualidade para o surf. A costa oeste e sul são mais desertas, sendo as águas mais frias e mais desafiadoras. E é precisamente na costa oeste da Austrália, que Tim Winton ambientou seu romance Fôlego. Segundo ele, “escrever é como surfar: a maior parte do tempo você fica ali esperando, até que surja uma explosão no horizonte“.  

Pikelet, o protagonista, é um adolescente, no início dos anos 70. Nasceu em Sawyer, uma cidadezinha, a alguns kilometros do mar, na costa oeste da Austrália. Filho único, de pais já mais velhos, era uma criança solitária e um pouco entediada, até conhecer Loonie, um ano mais velho. Apesar de diferentes em muitos aspectos, aproximaram-se pela capacidade de assustar as pessoas, segurando o fôlego e desafiando os limites um do outro. Pikelet tem verdadeiro fascínio pelo mar, mas até conhecer Loonie, tinha restrições devido ao medo que o pai sentia por não saber nadar direito. Mas com Loonie, tem início, os desafios, e assim em uma manhã no Point conhecem um grupo de surfistas e são tragados pelo vício do surf, e os limites a serem desafiados serão outros, cada vez maiores, passando a brincar com a morte. Tamanha coragem, faz com que sejam tomados por discípulos de um misterioso surfista, Sando, uma lenda no surf e sua mulher americana Eva. E assim está formado o quarteto desses personagens, que vivem intensamente e tentam cada vez mais romper seus limites. Essa experiência, irá deixar marcas na vida de Pikelet, e no homem que ele virá a ser.

 

 

Suiça

 o_juiz_seu_carrasco_bordaÉ pequenino como o pais que representa, no entanto, grande é o prazer proporcionado pela leitura desse romance, de Dürrenmatt, que é quase um clássico. O Juiz e seu Carrasco, é uma das obras mais conhecidas de Friedrich Dürrenmatt, com mais de 5 milhões de livros vendidos em todo mundo, apesar de pouco conhecido aqui no Brasil.

Trata-se de uma novela policial, cuja trama se inicia com a morte de um policial, em circunstâncias misteriosas, numa cidadezinha na Suiça. Quem assume as investigações, é  o Inspetor Bärlach, velho e doente, que se vê obrigado a aceitar Tschanz, policial extremamente eficiente na criminalística. Se Tschanz é excelente tecnicamente, Bärlach tem sentimentos próprios sobre  a justiça. A medida que vamos acompanhando as investigações, descobrimos que trata-se de uma intriga policial, iniciada lá atrás, em fatos passados. E até onde as investigações chegaram, mais do que a eficiência criminalistica de Tschanz, o que está em jogo, é o perfil psicológico do assassino, que precisa ser encontrado e preso. Um romance policial de leitura agradável com um final surpreendente.

É uma história rica nos perfis psicológicos dos personagens, que faz muito o meu estilo. Esse livro, me lembrou de outros que me marcaram, justamente por utilizar esse perfil dos assassinos, como pista para desvendar o crime. São eles, Cai o pano, de Agatha Christie e o Segredo dos seus olhos, de Eduardo Sacheri.

 

 

 

Giverny: Os Jardins de Monet

100_0144                    Depois de escrever o post sobre Van Gogh, e a marca que deixou na pequena cidade de Auvers-sur-Oise, não tinha como não lembrar a visita que fiz a Giverny, em 2012, e aproveitar para deixar o registro dessa minha viagem. Na época, ainda não tinha o blog, então, esse vai ser o primeiro post dessa viagem muito especial, e uma das melhores que já fiz.  Monet morou em Giverny no período de 1883 até a sua morte, em 1926. Depois de se mudar, ele comprou um terreno em frente à sua casa e lá montou um jardim, com um lago, e sobre ele, uma ponte em estilo japonês, além de várias plantas aquáticas. Esse cenário foi tema de vários quadros do pintor impressionista, e é assim que a gente se sente quando está lá…dentro de um quadro de Monet.

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               A visita aos jardins de Monet já fazia parte do roteiro que tinha pensado para essa viagem. Pegamos o trem na Gare de Saint-Lazare com destino a Rouen, e descemos em Vernon. Alugamos as bikes numa loja defronte a estação, e lá mesmo, recebemos um mapa com as indicações de como chegar até Giverny, distante 7 km. É super fácil, mas eu e Domingos conseguimos errar o caminho, e em vez de irmos pelo caminho indicado, próprio para bikes e pedestres, pegamos um alternativo. Depois de cruzar a cidade, e atravessar a ponte sobre o rio Sena, entramos errado e fizemos um caminho por dentro do bosque e dos campos. Sendo que, em alguns trechos não tinha espaço para bike, então pedalamos na mesma via que os carros, ônibus e caminhões, haja adrenalina! Mas chegamos, e ao final, a experiência de conhecer os dois caminhos foi válida, apesar do estresse na ida.100_0113100_0183100_0175100_0118

Caminho alternativo
Caminho alternativo na ida
Caminho oficial na volta
Caminho oficial na volta

           Chegamos morrendo de fome, e escolhemos um restaurante ao acaso o Nimpheas. Fizemos uma excelente escolha, além do ambiente ser bem aconchegante, o maigret de canard, nas duas versões, estava delicioso. 100_0122100_0123

                  Já devidamente alimentados e descansados, fomos comprar os ingressos. A visita é feita em duas etapas, primeiro visitamos a casa de Monet, com seu jardim. Muito interessante ver o ateliê, e o mobiliário que fazia parte da rotina daquela época. 100_0130

Jardim em frente a casa de Monet
Jardim em frente a casa de Monet

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cozinha
cozinha

                  Achei lindo o jardim, mas confesso que estava um pouco decepcionada porque conhecia os quadros de Monet e não estava identificando com a paisagem que estava vendo. Não sabia que aquela era apenas a primeira etapa. Foi então que percebi que tínhamos que passar por um subsolo para chegar no “verdadeiro” jardim! Ai sim, me senti dentro dos quadros de Monet.

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