Bulgária

         81LwYo+TSPL._AA1500_BulgáriaChegando à Bulgária, pensei logo que tinha aportado a um destino bem conhecido.  Mas quanto tentei ver o que de fato conhecia sobre a Bulgária, me dei conta que tudo que sabia sobre o país, ou me lembrava, até então, era que ficava no leste europeu e era a terra natal do escritor Elias Canetti.  Tinha muita vontade de saber como era vida no país comunista, e o que existia por trás da famosa cortina de ferro.  No livro de Kapla KassabovaStreet without a name” escolhido para o #198 livros é possível descobrir, em parte, como viveram os búlgaros no período em que o Partido Comunista governou o país, de 1946 a 1990. Nele, a autora narra sua história pessoal, segundo ela, como forma, dentre outras coisas, de exorcizar os fantasmas do tempo em que viveu do lado de lá da cortina de ferro, e a falta de identidade que lhe deixou o período que viveu como expatriada.

                Na primeira parte do livro, ela relata como foi sua infância cinza, vivida num condomínio de apartamentos mínimos, sem área de lazer para crianças, nem área verde, num bairro sem atrativos, onde as ruas não tinham nome. À medida que vai crescendo a desesperança aumenta, com a falta de perspectiva de vida, e de liberdade, agravados pelo contato com os colegas de trabalho do pai, que viviam no ocidente, e que abriram uma janela na cortina deles. Finalmente, em 1990, com o fim do governo comunista, a família de Kapla emigra definitivamente para a Nova Zelândia, depois de um período na Inglaterra. É o fim da primeira parte.

                A segunda parte traz o retorno da autora ao país, depois de quase 20 anos, em busca de sua identidade.  Nessa busca, ela empreende uma viagem por todo o país, e é, então, que vamos conhecer a Bulgária, sua história, as peculiaridades do seu povo, da grande quantidade de ciganos que lá vivem, as cidades, e as curiosidades, como a produção de vinhos, rosas e iogurte. É uma leitura leve e cheia de humor.

                Quando comecei a ler o livro, chegou à minha turma do francês, uma aluna da Bulgária, Maria, que assim como a autora era uma expatriada, já que tinha vivido um bom tempo nos Estados Unidos e França. Foi então que emprestei seu rosto para Kapla e sem saber ela se tornou a protagonista da minha história. Não chega a ser uma história empolgante, mas é sem dúvida nenhuma uma excelente oportunidade de conhecer a Bulgária.

Pula, de bike.

                       No terceiro dia, achei que a pedida era terminar de conhecer Pula, ir além dos pontos turísticos. Então, aluguei uma bike no meu hotel, um dia por 50 kunas, peguei o mapa e comecei a pedalar. Como já estava em Verudella, foi por lá que comecei (a direita no mapa, onde estão localizados a maioria dos hotéis, identificados por quadrados vermelhos).

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                    Fiz um tour pelo bairro, primeiro passei pela Marina Bunarina, e logo em seguida, após um descida, fiquei sem fôlego com a visão dessa praia, então parei, e fui molhar os pés na água, sentar na pedra e admirar a paisagem.

Marina
Marina Bunarina

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                    Nessa praia, ainda em Verudella, encontrei esse animal que não identifiquei, nem pelo nome, nem pelo aspecto. Tentei chegar perto, mas levei um fora, porque os seres humanos tinham que ficar a uma distância mínima de 10 metros. Só então reparei que haviam algumas pessoas com máquinas fotográficas, paradas olhando para o que me pareceu ser filhote de peixe-boi.

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                  Saindo da praia continuei pedalando por Verudella, mas nas praias seguintes, não desci, porque ali naquele trecho elas não são muito amigáveis. Muito íngremes e com muita pedra, também não ia mesmo tomar banho, por que a água estava muito fria, congelando, mal consegui colocar os pés. Parei no forte e dispensei o Aquarium Fort Verudella, porque estava um dia lindo, e era um pecado perder tempo em um recinto fechado. Em seguida peguei a avenida em linha direta para o centro.

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Parceiros ciclistas
Parceiros ciclistas

                       Saindo do centro, decidi ir margeando a orla até encontrar de novo com a avenida que ligaria ao meu hotel. E descobri cada paisagem de tirar o fôlego.203205

Uma das poucas praias com areia
Uma das poucas praias com areia
Comunicação por mímica.
Comunicação por mímica.

              Essa croata não falava inglês, nem italiano, e conseguimos nos comunicar, ela estava com o marido e a filha na praia e eu  fiquei feliz de encontrar gente. Estava vindo de uma região super deserta e estava com medo.

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Eu, minha bike e uma pausa para descansar no paraíso.
Eu, minha bike e uma pausa para descansar no paraíso.

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Tehnomont Marina Veruda, atrás do meu hotel
Tehnomont Marina Veruda, atrás do meu hotel

Despedida da Croácia

                   E foi com este por do sol, que me despedi da Croácia, já que o dia seguinte seria a volta e deslocamento não conta. 100% de aproveitamento na minha experiência solo. País lindo demais, ficou a vontade de conhecer outras cidades.

 

 

 

Senegal

 

         Senegal O Senegal ficou marcado nas minhas lembranças de criança, depois de assistir, com meus pais, ao Balé do Senegal. Ainda guardo na memória, as mulheres com seios nus, dançando num ritmo frenético, no Teatro Santa Isabel. Uma lembrança, na verdade, é muito pouco para se conhecer sobre um país, e por isso mesmo, esse projeto está sendo tão importante para mim. Antes de iniciar a leitura, o básico dos básicos, procurar no mapa mundi, onde está situado, para poder me transportar para lá. O Senegal fica na África Ocidental, faz fronteira ao oeste com o Oceano Atlântico, a leste com Mali, ao norte com a Mauritânia, e ao sul com Guiné e Guiné-Bissau. O país, que foi colônia da França, tornou-se independente em 1960, e sua capital é Dakar, famosa pelo rali Paris-Dakar.  Porém, o que me deixou mais surpresa, foi constatar que a poligamia, que de acordo com depoimentos de senegaleses, tem mais a ver com a cultura, do que com a religião, é uma prática comum nos dias atuais. Apesar de a religião predominante ser a Islã, com 95% da população, a poligamia é comum também entre os cristãos.

            O livro que representa a literatura do Senegal, no projeto 198 livros, é o da escritora senegalesa, Mariama Bâ, Une si longue lettre. O romance, é narrado em forma de carta, de Ramatoulaye, para sua melhor amiga, Aïssatou, no período de reclusão pela viuvez. Aborda a situação da mulher na sociedade senegalesa; a ausência de direito das mulheres, que são forçadas ao casamento ainda muito jovens, e a conviverem com a poligamia. À medida que vai revivendo os momentos felizes que viveram juntas, na juventude idealista, no casamento de ambas, realizado por amor, mas que foram arruinados com a ajuda do sistema de poligamia, vai fazendo uma análise da sociedade e do país. Ramatoulaye é bastante lúcida, apesar de condenar a poligamia, que considera uma traição autorizada pela sociedade, não credita a ela o fracasso do seu casamento. O casamento para ela é uma decisão do coração, tomada por dois.  Trata-se de uma história de amor, de uma mulher guerreira, mas consciente de suas fraquezas.  Um maravilhoso romance, numa excelente viagem ao Senegal.

 

Ilhas de Brijuni

                       No meu segundo dia na Croácia, decidi conhecer o Parque Nacional de Brijuni, que  está localizado na ilha de Veliki Brijun, a maior dentre as 14 ilhas que formam o arquipélago de Brijuni. Para chegar lá, peguei um ônibus para Fažana, uma pequena cidade de pescadores a 7 km de Pula. É lá, do seu pequeno porto, que saem os barcos para as ilhas. Em Fažana também está localizada a administração do Parque, onde comprei o ingresso para o tour na ilha. Antes de comprar fui abordada por outros guias que ofereceram outro passeio mais barato, mas que não descia na ilha, achei que não valia a pena.

Vista de Fažana
Vista de Fažana

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Vista da ilha Veliki Brujuni lá atrás
Vista da ilha Veliki Brijuni lá atrás

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                    A travessia é rápida, em 15 minutos chegamos na ilha. O lugar é tão lindo, que fiquei em estado de êxtase sem saber para que lado olhar, até perceber que tinha que me juntar ao grupo. Os grupos são divididos de acordo com o idioma escolhido. Cada grupo se dirige a um trenzinho que será o transporte na ilha. Para preservar o meio-ambiente, os únicos transportes permitidos, além do trenzinho, são os carros elétricos e bicicletas.

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                     Começamos a visita com a guia contando a história da ilha, que remonta desde o período neolítico, conforme vestígios encontrados. Por lá também passaram os romanos e bizantinos. Voltando no tempo, até um pouco antes da ocupação pelo general Tito, ficamos sabendo que a ilha foi evacuada por conta de um surto de malária. Graças a ajuda do médico Robert Koch, considerado pai da microbiologia e futuro vencedor do Premio Nobel, a doença foi erradicada. Ele chegou a ilha em 1900, e em dois anos conseguiu erradicar a doença, isolando o mosquito.

Homenagem a Robert Koch
Homenagem a Robert Koch
O castrum bizantino
O castrum bizantino

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                    Em 1947, o General Tito esteve na ilha pela primeira vez, e apenas dois anos depois, fez da ilha sua residência de verão. Depois da chegada de Tito, um novo capítulo começou, de um oásis de paz, Brijuni passou a ser um lugar de reuniões de chefes de estados, políticos, além de receber convidados ilustres como artistas, escritores, atores, diplomatas e homens de negócios. Após tornar-se presidente da Iugoslávia, em 1953, construiu a Vila Branca, que passou a ser residência oficial, e estabeleceu sua residência privada na ilha de Vanga(no arquipelágo de Brijuni), além de construir a Villa Brionka para os chefes de estados, durante a estadia em Brijuni. Esteve pela última vez na ilha em agosto de 1979. 143135

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                   Continuando nosso passeio no trenzinho, vamos passar pelo Safari, um parque com inúmeros animais, que foram presenteados a Tito, por amigos e chefes de estado.  Os mais famosos são os elefantes Sony e Lanka, presenteados pela primeira ministra Indira Gandhi, no ínicio dos anos 70. Por sinal foram os únicos que consegui fotografar, me atrapalhei um pouco com a máquina, e o trenzinho passou.

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Safari, mas não consegui fotografar os animais.
Safari, mas não consegui fotografar os animais de perto

             No parque também existe o jardim mediterraneo com mais de 600 espécies nativas e outras exóticas que foram importadas de todas as partes do mundo, muitas presenteadas por estadistas estrangeiros.165164168169

               Depois do término do tour a bordo do trenzinho, fui caminhando até a Igreja de Saint Germanus, construída em 1481, em homenagem a St Germanus de Pula, que foi sentenciado a morte no anfiteatro da cidade por suas crenças cristãs.146154155156

                      O parque conta ainda com um museu com uma grande variedade de animais empalhados, além de exposição de fotografias mostrando parte do desenvolvimento de Brijuni, e de Tito, abrangendo sua vida pessoal e política.

                         Terminado o tour, existe a opção de continuar explorando a ilha a pé, ou alugando bikes, pois os barcos retornam a partir das 17:00, até as 20:00 de hora em hora.  Um passeio inesquecível!

Saara Ocidental

                   fotoHá mais de 30 anos que o conflito no território do Saara Ocidental vem se arrastando, sem que a comunidade internacional veja uma solução aceitável para as partes antagonistas. Uma falha que só pode ser explicada pela falta de interesse dos organismos internacionais, e a demonstração do poder ocidental nessa região estratégica do Norte da África.  O território é contestado pelo Marrocos e pela Frente Polisário que em fevereiro de 1976, proclamou do exílio a República Árabe Saárui Democratica. O Saara Ocidental ou espanhol é a última colônia da África, foi colonizado pela Espanha, que assumiu o controle após a Conferência de Berlim em 1884. Em 1975, um Acordo tripartido foi assinado entre a Espanha Marrocos e Mauritânia, dividindo o território entre os dois países africanos e garantindo os interesses da Espanha no fosfato e na pesca. O acordo, pôs fim ao controle da Espanha no território, mas não a soberania. Ou seja, a Espanha continua a ter o poder administrativo legal sobre o território. Após o acordo de Madrid, os dois países africanos invadiram o território, obrigando milhares de refugiados saráuis, a abandonarem suas terras e se estabelecerem no deserto do sul da Argélia.

                Nessa nossa parada no Saara Ocidental, vamos conhecer um pouco da luta e do sofrimento do povo saráui para conseguir sua independência. O episódio narrado no livro escolhido “Tifariti, mi tierra” de Abdurrahaman Budda, mistura fatos reais com fictícios. O livro conta a história de Salama, e sua família, que se encontram refugiados no deserto na Argélia, e seu breve retorno para sua cidade Tifariti, no Saara Ocidental. É comovente conhecer Salama, e ver como ele lida com as adversidades, sem se deixar esmorecer, sem perder a fé na vida, o amor pela terra e pela família e o respeito pela religião. É com firmeza e ternura que cuida da família. Mesmo quando é criticado pelos vizinhos e amigos por construir uma casa de barro, com a ajuda dos filhos. Ele decidiu construir a casa, para garantir para sua família, uma qualidade de vida melhor do que a permitida pela tenda. Os vizinhos o criticaram porque construir uma casa significa criar raízes, enquanto viver na tenda representava a situação de refugiados. Porém ele segue em frente, mesmo sendo um nacionalista, pois coloca o bem-estar e segurança da família em primeiro lugar.  Essa e outras situações vivenciadas junto com Salama, nos ajudam a conhecer um pouco do povo saráui, sua história, religião e costumes. Embora seja uma história muito triste, é também uma lição de vida.

Explorando o centro de Pula

                        A Croácia só entrou para União Européia em 2013, de forma que ainda não adotou o euro e nem faz parte do Espaço Schengen. Então a imigração é feita normalmente, e a moeda é a kuna croata. Embora tenha visto a informação de que haveria câmbio no aeroporto, só consegui trocar no meu hotel. Em alguns lugares, se aceita o euro, mas não é o usual.

                         A grande maioria dos hotéis em Pula, são resorts que estão localizados no bairro de Verudella. Tinha lido, que no aeroporto, havia ônibus expresso que levava para a cidade. Na verdade ele faz duas paradas, centro(rodoviária) e Verudella. Quando informei o nome do hotel, Village Horizon, olha aonde o motorista me deixou.006007

                Quis entrar em pânico, pois eu estava no meio do nada, mas me acalmei, pois senti que o motorista era sério, respirei fundo segui em frente. Foi só andar mais um pouco e cheguei na recepção, exatamente como o motorista havia informado. Depois de me instalar, trocar dinheiro, pegar o mapa e informações básicas, fui para o centro.045066048

                   O centro de Pula, é bem compacto, dá para percorrer todos os monumentos históricos, a pé e em um dia. Mas é recomendável ir caminhando sem pressa, porque embora pequeno, há muito para ser visto e curtido. As ruazinhas estreitas, com sua arquitetura que mais parece que estamos na Itália, dá vontade de se perder nelas. A cidade tem tanta influência da Itália, que o italiano é a segunda lingua oficial, depois do croata. Todas as ruas estão identificadas nas duas línguas. E você escuta o italiano o tempo todo na rua.

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                   Comecei pela a arena, é simplesmente deslumbrante, e considerando seu passado, foi construída no século I, está muito bem conservada. Inclusive, ela faz parte ativa da vida da cidade, lá acontecem concertos e agora em julho, será realizado o festival de cinema de Pula.  Depois fui em direção ao cais, seguindo o mapa que recebi no hotel.

Maquete da cidade em miniatura.
Maquete da cidade em pedra.

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Templo de Augusto, na praça do forum.
Templo de Augusto, na praça do forum.
Praça do forum
Praça do forum
Praça do forum.
Praça do forum.
                   Arco de Sárgio
Arco de Sárgio
Igreja de São Nicolau
Capela de Santa Maria Formosa

               Deu trabalho para encontrar os mosaicos romanos, porque não estavam bem no local indicado no mapa, mas pergunta daqui, pergunta dali, eu e mais uma turma de estudantes franceses terminamos encontrando. Os mosaicos eram usados durante o império romano como arte decorativa para ambientes internos.072 070

Um pulo na Croácia

                 Enquanto descrevia encantada, toda a beleza de Pula, meu marido perguntou: “- Mas por que Pula?” Realmente, a pergunta é pertinente, eu mesma nunca tinha ouvido falar dessa cidade, até descobrir que era um dos destinos da Ryannair. Depois de ver que a cidade ficava na Croácia e de mais algumas pesquisas, voilá, estava decidido o destino do feriadão do dia 08 de maio, aqui na França.

                  Pula, também conhecida como a Toscana Croata, fica na península de Istria, no norte da Croácia, às margens do Mar Adriático. A história de Pula data de um período bem anterior a época de Cristo; foi importante centro administrativo no período do império romano; foi o principal porto do império austro-húngaro, e foi nas ilhas adjacentes, do arquipelágo de Brujuni, que Tito fez sua residência privada, onde recebia além de chefes de estado, gente famosa como Sofia Loren e Elizabeth Taylor.

                A única dificuldade no meu caminho foi o medo de viajar sozinha, mas com determinação e alguns empurrões me joguei na aventura. A Ryannair, sai do aeroporto de Beauvais, que também não conhecia, mas que, embora seja longe(uns 70 km), é de fácil acesso. Existe um ônibus expresso, que sai direto do estacionamento do Palais de Congrès, estação Porte Maillot da linha 1 do metrô. Ao descer do metrô, é só procurar as placas indicativas do caminho e os companheiros de viagem, puxando suas malinhas(isso porque se você tiver que despachar a bagagem, vai pagar por fora).

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             Daí em diante, foi só acertar o relógio para não perder a hora, por causa da distância, e seguir em frente. O aeroporto de Beauvais parece uma rodoviária, cheio de gente, um tumulto.001002

                      Fiquei 3 dias na Croácia e, para o post não ficar cansativo de ler, vou dividir por dia. 003

Fui…..

Papua-Nova Guiné

  PNG1      Quando iniciei as pesquisas sobre Papua Nova Guiné, fiquei bastante desanimada, pois a maioria das informações encontradas abordavam a violência no país, algumas eram mesmo inacreditáveis, como a prática do canibalismo. Mas então encontrei esse post aqui no blog gabriel quer viajar, que mostrava o outro lado de Papua Nova Guiné, que é de uma beleza impressionante, com uma enorme variedade, de pássaros (760) que só existem lá, de animais, de plantas, de grupos tribais (em torno de 700), de línguas (mais de 800), e de muitos outros motivos para se conhecer esse maravilhoso país. Então, sim, me animei para mergulhar no livro escolhido.

            Night Dreams of Passing Memories, de John Kadiba é um relato autobiográfico. No livro o autor recorda por meio de sonhos, os momentos mais marcantes de sua vida. A infância vivida na aldeia de Ilai, e a luta do pai, analfabeto, para que pudesse estudar e assim ter acesso ao mundo dos “brancos”; relata a maratona que teve que enfrentar nos estudos até o PHD e a luta para conseguir um bom padrão de vida para sua família; as discriminações dos colonizadores brancos contra os nativos, e a violência na capital Port Moresby. Só percebemos o tamanho do desafio que Jonh Kadiba teve que vencer, quando mergulhamos na sua história e conhecemos em detalhes como era a vida na sua aldeia, o que teve que enfrentar para avançar nos estudos, a dificuldade para estudar em outra língua e as discriminações no trabalho . Mas por outro lado também fica evidente, o quanto ele se sente impotente com a situação atual do país, e culpado por ter emigrado e passado um bom tempo sem retornar a sua aldeia.

            Através do relato de Kadiba, é possível viajar até Papua Nova Guiné, e conhecer um pouco da história e cultura do país. Não chega a ser um relato empolgante, mas se enquadrou bem no projeto #198livros.

Voltei Paris!

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             Interrompi a sequência de posts da temporada passada, para tentar postar em tempo real, como pretendia no ano passado, e não consegui, e já que prometi este ano, estou fazendo um esforço. Dessa vez estou acreditando que possa conseguir por estar mais ambientada com as ferramentas do blog, então talvez funcione. Vamos trabalhar. Quando eu cheguei Paris estava assim.

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             Tempo maravilhoso e todos na rua! E acho que como estava fazendo calor, todos, mas todos mesmo estavam tomando rosé! Como quem está na chuva é para se molhar, olha aí o nosso rosé!

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Abaixo, meu compromisso maior, para onde vai minha energia, a escola de francês, Alliance Française Paris Ile-de-France.

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Os arredores da minha casa, em Saint Germain des Prés.079

 

Saint-Germain-en-Laye

DSC01254                  Situada a 20 km de Paris, Saint-Germain-em-Laye, fica no departamento de Yvelines, na região de Île-de-France, facilmente acessível por trem, o RER, linha A1. É uma viagem muito agradável, se é que se pode chamar de viagem, um trajeto tão curto. Durante o percurso, o que vemos pelas janelas do trem, são os arredores de Paris, uma sequência de casas residenciais simpáticas, com lindos jardins, ruas arborizadas, e o Sena, serpenteando. Saint-Germain-em-Laye é a última parada da linha A1 do RER, e a estação de trem fica no centro da cidade. Uma cidade muito charmosa, que vale a pena explorar, caminhando pelas suas ruas. Foi o que fizemos, antes de parar para um sorvete e começar a visita ao Château.

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   DSC01238DSC01246           O Château de Saint Germain-em-Laye, é mais uma dentre tantas residências reais, fica no alto de um planalto, e de lá se tem uma vista indescritível de Paris, graças ao terraço de pedra, de 2,4 km de extensão construído por André Le Nôtre, entre 1669 e 1673, a partir dos jardins criados por Étienne Du Pérac. Os jardins são maravilhosos, adorei andar no meio de tanto verde, e o melhor é que eles continuam até se misturar com o bosque de Saint-Germain-em-Laye.

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                 Depois de explorar toda área externa, fomos conhecer a parte interna. Estava intrigada por ter visitado o pavilhão onde funciona o Hotel Pavillon Henrique IV, cujo restaurante possui um terraço com uma vista incrível, e ter descoberto que o quarto onde nasceu Luis XIV, em 1638, fica ao lado desse restaurante.  Ora o Château ficava bem próximo, mas mesmo assim era outro prédio. Só descobri o mistério, ao indagar aos funcionários do antigo castelo, agora Musée d”Archéologie Nationale.

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                   A história é a seguinte: A primeira residência real foi construída em cima de um planalto e ao lado da floresta, em 1122, pelo rei Luís VI, o gordo. No período de 1234 a 1238, o rei São Luís ampliou o castelo, financiando a construção de uma capela, com o objetivo de manter as relíquias da paixão de cristo que tinha adquirido de Baudouin II. Essa capela em estilo gótico foi projetada pelo mesmo arquiteto, da Sainte Chapelle em Paris.O castelo foi ampliado no fim do século XIII com a construção de uma torre.  Em 1346, depois da guerra dos cem anos, o castelo foi incendiado pelas tropas do Príncipe Negro, filho do Rei da Inglaterra, que poupou apenas a torre e a capela.

Château Vieux com a capela ao fundo.
Château Vieux com a capela ao fundo.

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                 O Rei Carlos V providenciou a reconstrução do château entre 1364  à 1367. Francisco I, que se casou na capela do Château, passou mais de 1000 dias do seu reinado em Saint-Germain-em-Laye, o dobro do período que ficou em Fontainebleau, decidiu reconstruí-lo em 1539. Conservando mais uma vez, a torre e a capela, um novo castelo é reconstruído sobre as fundações do primeiro, sendo os trabalhos concluído por seu filho Henrique II. Ele também ampliou o Château, anexando a extremidade do terraço do lado do Sena, o “Château Neuf(novo)”, sendo a construção concluída por Henrique IV. Embora tenha nascido no Château Neuf, Luis XIV passou a maior parte de sua infância no “Château Vieux” que era  o seu preferido. Em 1660, se instala definitivamente no Château Vieux, abandonando o Neuf que foi praticamente todo demolido. Luis XIV contratou Le Nôtre para recriar os jardins, e Jules Hardoin Mansard para ampliar o castelo, projetando mais 5 pavilhões.

Maquete do projeto de Jules Hardouin
Maquete do projeto de Jules Hardouin

                 No entanto esses pavilhões não foram jamais concluídos, pois em 1682, a corte deixa Saint-Germain-en-Laye se instalando definitivamente em Versailles.